Um homem condenado por homicídio e foragido da Justiça há mais de sete anos foi preso na manhã deste domingo (7) no Centro de São Paulo. A captura aconteceu apenas dez minutos após o sistema de reconhecimento facial da prefeitura, Smart Sampa, identificar o suspeito nas proximidades da Rua 25 de Março, região de intenso movimento comercial.
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Segundo a Guarda Civil Metropolitana (GCM), o homem caminhava pela Rua da Cantareira, próximo ao Mercado Municipal, quando foi flagrado pelas câmeras do programa Smart Sampa. A central de monitoramento confirmou a identidade e acionou uma equipe da corporação, que o abordou pocuos minutos depois, sem resistência. Ele foi levado ao 8º Distrito Policial, no Brás, e deve ser encaminhado ao sistema prisional.
A tecnologia de reconhecimento facial começou a ser usada em São Paulo em 2024. Desde então, de acordo com dados oficiais, a GCM afirma ter capturado mais de 1.800 foragidos da Justiça e localizado 86 pessoas desaparecidas. O sistema conta atualmente com 34 mil câmeras espalhadas pela cidade, parte delas concentrada em áreas de grande circulação, como a 25 de Março.
O objetivo do programa é, segundo a prefeitura, ajudar no combate à criminalidade e ao tráfico de drogas, que vêm degradando a região central e levantando críticas ao poder público. A região abriga a Cracolândia, simbólico ponto de uso e venda de drogas a céu aberto para centenas de usuários.
A gestão Ricardo Nunes (MDB) tem tentado fortalecer o Smart Sampa com convênios com outras instituições e com outros municípios da Região Metropolitana de São Paulo, algo que ainda está em avaliação. A Polícia Civil já integrou seu banco de dados ao programa e o superintendente da Polícia Federal em São Paulo, Rodrigo Luís Sanfurgo, chegou a manifestar interesse em um estudo para um eventual convênio.
O programa é a principal vitrine do segundo mandato de Nunes, e faz parte de outros esforços na área da segurança pública, como reforços na atuação da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e um discurso “linha dura” no tema.