As duas primeiras turmas da Força Municipal — divisão de elite e armada da Guarda Municipal do Rio de Janeiro — se formaram em cerimônia realizada na manhã deste domingo (8). Ao todo, 600 agentes começam a atuar no próximo domingo, quando a nova tropa passa a operar nas ruas da Rio de Janeiro. A entrada em serviço será gradual, por etapas, e nem todo o efetivo estará mobilizado neste primeiro momento.
O prefeito Eduardo Paes também anunciou que um novo edital para recrutar e formar mais 600 guardas será lançado ainda nesta semana.
Paes afirmou que a nova força terá papel de apoio na segurança pública:
— Ela não substitui as polícias, que continuam sob responsabilidade do Governo do Estado. Foi criada para dar apoio no combate a roubos e furtos nas ruas. Com planejamento e inteligência, muitos desses crimes podem ser evitados. Os agentes também vão atuar equipados com câmeras corporais.
O secretário municipal de Segurança Urbana, Brenno Carnevale, destacou o caráter da formação:
— Não estamos apenas distribuindo armas de fogo, estamos formando nossos agentes da Força Municipal para exercer atividade de policiamento ostensivo e preventivo.
Os guardas foram selecionados com base no histórico de atuação, considerando critérios como eficiência, disciplina e aptidão física, além de avaliações médicas e psicológicas. O curso de formação teve mais de 500 horas de duração, com cerca de 800 disparos efetuados em treinamento. A capacitação incluiu técnicas de abordagem e outros procedimentos de policiamento. Segundo a Guarda Municipal, os agentes atuarão em áreas com maior incidência de roubos e furtos.
A solenidade ocorreu na Academia de Formação da Força Municipal, instalada na sede da Polícia Rodoviária Federal, em Irajá, na Zona Norte. Também participaram o prefeito Eduardo Paes, o presidente da Câmara Municipal, Carlo Caiado, e outras autoridades.
Os agentes da Força Municipal serão supervisionados em tempo real, 24 horas por dia, a partir da Sala de Monitoramento e Gestão Operacional. O acompanhamento será feito por meio de câmeras corporais, de uso obrigatório em todo o efetivo. Além de reforçar a proteção das equipes em serviço, as imagens poderão ser utilizadas como instrumento de prova para apuração e eventual correção de desvios de conduta.
As equipes também contarão com dispositivos móveis de gestão operacional, que concentram as informações necessárias para a atuação em campo. Pelos equipamentos, os agentes recebem as missões diárias, registram ocorrências, elaboram relatórios e acionam a sala de supervisão sempre que necessário.
Os sistemas integrados garantem comunicação bidirecional permanente entre as equipes nas ruas e a Sala de Monitoramento, inclusive por áudio. A tecnologia também permite acesso remoto, em tempo real, às imagens captadas pelas câmeras corporais.
Da central, a supervisão pode acionar as equipes a qualquer momento e, quando necessário, acompanhar as ocorrências ao vivo pelas imagens registradas durante as ações.
Outro diferencial é o alerta de desvio de missão. Caso um agente se afaste do trajeto previamente estabelecido sem comunicar o supervisor responsável, o sistema emite um alerta automático à Sala de Monitoramento. A partir desse acionamento, a equipe de supervisão pode verificar a situação em tempo real por meio do acesso remoto às câmeras corporais.

