Um forte temporal de granizo deixou 400 pessoas desalojadas em Eldorado do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Um boletim da Defesa Civil estadual divulgado no começo da tarde deste sábado reportou que outras 40 pessoas ficaram desabrigadas em decorrência da chuva com gelo. O fenômeno afetou principalmente residências no Parque Eldorado e Assentamentos.
A Climatempo Meteorologia aponta que choveu 23 milímetros em 24 horas. A prefeita do município, Juliana Carvalho (PSDB), afirmou pelas redes sociais que acompanha equipes municipais no apoio às famílias prejudicadas.
“Estamos realizando o levantamento dos estragos, mas já são centenas de casas destelhadas e algumas destruídas”, escreveu ela, no Instagram.
O boletim da Defesa Civil do estado cita estragos em outros quatro locais. As autoridades de Butiá reportaram danos no telhado de uma residência, enquanto as de Capão Bonito do Sul registraram alagamento em uma residência após a rede pluvial transbordar. Em Glorinha, houve danos em telhados, queda de árvores, obstrução de viatura e falta de energia elétrica.
Já em Canoas, a Defesa Civil registrou danos em telhados de cinco residências e dano estrutural em uma residência, além de queda de árvores e postes. Na cidade, ainda de acordo com o boletim, houve “movimento de massa” — deslocamento de solo, rochas ou detritos por uma encosta sob a força da gravidade, com a água da chuva como principal gatilho natural —, o que danificou muros e calçadas. O documento cita 28 pessoas desalojadas em Canoas.
O órgão alerta para o risco de ocorrência de fortes chuvas até a tarde deste sábado e a partir de 16 de julho em regiões do estado.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), por sua vez, emitiu avisos para chuva com risco de vento forte, granizo e chuva de até 60 milímetros por hora ou até 100 milímetros por dia no estado. Há alerta laranja para o extremo norte e parte da Serra e alerta amarelo para a Região Metropolitana da capital gaúcha. Os avisos têm validade até o fim deste sábado.
No mês passado, O GLOBO mostrou que, após a tragédia de 2024, o Rio Grande do Sul corre atrás de medidas de prevenção das enchentes e mitigação das chuvas antes do El Niño. O estado investiu em radares meteorológicos, monitoramento de bacias hidrográficas e planos de contingência, mas sofreu críticas por projetos aquém das necessidades locais.

