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Francês repatriado do cruzeiro MV Hondius apresenta sintomas de hantavírus, diz primeiro-ministro

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maio 10, 2026
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Francês repatriado do cruzeiro MV Hondius apresenta sintomas de hantavírus, diz primeiro-ministro


Um dos cinco franceses evacuados do cruzeiro MV Hondius e repatriados neste domingo para a França apresentou “sintomas” durante o voo de retorno, informou o primeiro-ministro Sébastien Lecornu.
“Ele apresentou sintomas no avião de repatriação”, escreveu Lecornu na rede social X.
Segundo o premier, diante do caso, os cinco passageiros foram submetidos imediatamente a medidas mais rígidas de contenção.
“Esses cinco passageiros foram colocados imediatamente em isolamento rigoroso até novo aviso. Estão sob cuidados médicos e serão submetidos a testes e a uma avaliação de saúde”, acrescentou.
O grupo fazia parte dos primeiros ocupantes retirados do MV Hondius em Tenerife, nas Ilhas Canárias, dentro da operação internacional de repatriação montada após o surto de hantavírus a bordo do cruzeiro, que já deixou mortos e mobilizou autoridades sanitárias de vários países.
Lecornu anunciou ainda que o governo francês publicará nesta noite um decreto para formalizar e implementar as medidas de isolamento adotadas no caso.
A repatriação internacional dos passageiros desembarcados começou neste domingo. A operação, iniciada em Tenerife, nas Ilhas Canárias, envolve os primeiros voos especiais para levar ocupantes de volta a seus países sob protocolos rígidos de hospitalização, quarentena e acompanhamento médico.
O navio chegou de madrugada à ilha espanhola de Tenerife, no arquipélago das Canárias. O primeiro avião com pessoas evacuadas do cruzeiro Hondius após o surto de hantavírus chegou neste domingo à base militar de Torrejón de Ardoz, perto de Madri, com 14 passageiros espanhóis, segundo constatou a AFP.
Cinco passageiros franceses embarcaram em um voo médico especial que decolou de Tenerife por volta do meio-dia, no horário local. A operação foi acompanhada por Nicolas Pillerel, da embaixada francesa na Espanha, responsável por supervisionar a logística no local.
Segundo ele, o centro de crise do Ministério das Relações Exteriores da França organizou uma aeronave especial equipada com equipe médica para transportar os passageiros até um aeroporto na região de Paris.
Ao chegarem à França, os cinco serão hospitalizados por 72 horas para exames e monitoramento, seguindo diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS). Depois, poderão voltar para casa, mas ainda terão de cumprir 45 dias de isolamento sob acompanhamento rigoroso das autoridades sanitárias francesas.
A mobilização elevou o nível de alerta em Paris. Diante da situação, Sébastien Lecornu, primeiro-ministro francês, convocou uma reunião extraordinária com ministros e autoridades de saúde para discutir a resposta do país ao caso.
— Está tudo bem. Absolutamente todos estão bem, não há nada a reclamar, declarou à AFP um dos passageiros franceses, Roland Seitre, pouco antes da decolagem.
Os primeiros a sair do cruzeiro foram os quatorze espanhóis, por volta das 08h30 GMT, que foram levados ao aeroporto de Tenerife Sul, a 10 minutos de distância, onde um jornalista da AFP viu como eles chegavam em ônibus vermelhos da Unidade Militar de Emergência (UME), com a parte do motorista separada dos passageiros por uma espécie de divisória de proteção.
Ao chegarem ao aeroporto, os espanhóis trocaram os trajes de proteção e passaram por desinfecção, antes de embarcarem no avião com o qual haviam pousado perto de Madri às 10h55 GMT com destino a Madri, de onde seguiram para um hospital militar para cumprir quarentena.
A mesma operação será realizada com os demais passageiros e membros da tripulação de outras nacionalidades. Neste domingo, há também voos previstos para a Holanda, Canadá, Turquia, Reino Unido, Irlanda e Estados Unidos, conforme informou em coletiva de imprensa a ministra da Saúde da Espanha, Mónica García.
O último voo, com destino à Austrália, partirá na segunda-feira, acrescentou a ministra, que se encontra ao lado de outros ministros e do diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, coordenando e supervisionando a operação.
Passageiros assintomáticos
Antes do início da evacuação, uma equipe médica subiu ao navio de cruzeiro — que chegou a Tenerife na madrugada — para avaliar os passageiros, que continuam assintomáticos, segundo indicou García.
No porto da ilha do arquipélago atlântico das Canárias, era possível ver o dispositivo de segurança, com tendas da Guarda Civil e os ônibus vermelhos da UME para o transporte até o aeroporto dos passageiros do Hondius, que partiu em 1º de abril de Ushuaia, no extremo sul da Argentina.
O governo espanhol insistiu que a operação conta com “todas as garantias de saúde pública”.
— A operação está indo muito bem. Agradecemos também a coordenação por parte da Espanha, e a UE também está presente. Preciso que me ouçam com clareza: isso não é mais um covid. O risco atual para a saúde pública decorrente do hantavírus continua sendo baixo — afirmou Tedros Ghebreyesus, presidente da Organização Mundial de Saúde (OMS).
O último balanço da OMS registra um total de seis casos confirmados entre oito suspeitos, incluindo um casal de passageiros holandeses e uma alemã que faleceram devido a esse vírus conhecido, mas pouco frequente, para o qual não há vacina nem tratamento.
Papa agradece às Ilhas Canárias
O navio está ancorado, sem atracar, no porto de Granadilla para não tocar terra, a pedido expresso das autoridades regionais das Canárias, que deixaram clara sua oposição.
— Com a minha autorização e conivência, não vou colocar a população em risco — garantiu o presidente das Canárias, Fernando Clavijo.
— O mundo está nos observando novamente. E, mais uma vez, a Espanha, como em muitas outras crises, vai responder à altura do que é este grande país, com exemplaridade e eficácia — disse, por sua vez, o presidente do Governo, Pedro Sánchez, em um evento de seu Partido Socialista na Andaluzia.
O Papa Leão XIV, que visitará o arquipélago em abril, durante uma viagem à Espanha, também fez seu agradecimento.
— Agradeço às Canárias por permitirem que o cruzeiro Hondius (…) atracasse — disse na Praça de São Pedro.

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