Uma nova frente fria começa a avançar pelo Sul do país entre a noite desta segunda-feira e a madrugada de terça, aumentando as condições para temporais no Rio Grande do Sul e em parte de Santa Catarina. Enquanto isso, o bloqueio atmosférico continua predominando sobre o Sudeste e o Centro-Oeste, mantendo o tempo firme no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Minas Gerais, além de favorecer temperaturas elevadas e baixa umidade em boa parte do interior do país.
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Segundo a meteorologista Andrea Ramos, o principal destaque da terça-feira é a formação da frente fria sobre a Argentina, que rapidamente alcança o Sul do Brasil.
— Tem mais uma frente. Ela vai se formar mais ali para a Argentina, mas, de qualquer forma, vai influenciar a região Sul, principalmente o Rio Grande do Sul e parte de Santa Catarina. Ela começa a atuar de forma mais significativa no fim da noite e na madrugada de terça-feira. Vai ser rápida, mas pode trazer acumulados mais expressivos, principalmente do centro ao sul do Rio Grande do Sul, além de rajadas de vento e trovoadas — afirma.
De acordo com a previsão, a chuva pode atingir praticamente todo o território gaúcho, embora os maiores volumes sejam esperados entre o centro e o sul do estado. No sul e no oeste de Santa Catarina, também há previsão de pancadas, localmente fortes.
No Rio de Janeiro, em São Paulo e em Minas Gerais, o cenário permanece diferente. O bloqueio atmosférico continua impedindo o avanço de sistemas de chuva sobre a região. A terça-feira será de sol entre poucas nuvens, sem previsão de precipitação, com temperaturas elevadas durante a tarde e umidade relativa do ar em queda, principalmente no interior paulista e mineiro.
O mesmo padrão se repete sobre grande parte do Centro-Oeste e do interior do país. Em Mato Grosso do Sul, porém, uma área de baixa pressão associada a um cavado favorece a formação de instabilidades.
— Em Mato Grosso do Sul volta a chover por conta de um cavado. Pode haver rajadas, trovoadas e até possibilidade de queda de granizo, porque os últimos dias foram muito quentes devido à atuação da massa de ar quente e seca que domina a parte central do país — explica Andrea.
A meteorologista alerta que o mês de agosto costuma marcar o agravamento da seca no Brasil Central.
— A umidade está muito baixa nessas regiões e agosto já tem essa característica de aumento do risco de incêndios. É preciso ficar atento — diz.
No Nordeste, a chuva permanece concentrada na faixa litorânea. Há previsão de pancadas entre o Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e o norte da Bahia, incluindo Salvador. Segundo Andrea, cavados mantêm a nebulosidade ao longo do dia e podem provocar acumulados localmente significativos.
Na Região Norte, a chuva continua restrita principalmente ao oeste da Amazônia, em um padrão considerado típico para agosto. Amazonas, Acre, Pará e Amapá devem registrar pancadas entre a tarde e a noite, favorecidas pela combinação de calor e umidade.
— Climatologicamente, agosto concentra a chuva mais no oeste da Amazônia. Essas pancadas podem vir acompanhadas de trovoadas e rajadas de vento. No restante do país, o tempo segue quente e seco, com apenas variação de nebulosidade em alguns pontos — conclui a meteorologista.

