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Gkay traz à tona efeitos de antidepressivos; entenda como o corpo pode reagir

Um detalhe em um vídeo publicado por Gkay nas redes sociais chamou atenção dos seguidores nesta semana: as mãos da influenciadora apareciam trêmulas. Depois de receber comentários sobre a cena, ela decidiu falar sobre o que estava acontecendo e contou que a manifestação estaria relacionada ao uso de medicamentos durante o tratamento para depressão. Autismo […]

Gkay traz à tona efeitos de antidepressivos; entenda como o corpo pode reagir


Um detalhe em um vídeo publicado por Gkay nas redes sociais chamou atenção dos seguidores nesta semana: as mãos da influenciadora apareciam trêmulas. Depois de receber comentários sobre a cena, ela decidiu falar sobre o que estava acontecendo e contou que a manifestação estaria relacionada ao uso de medicamentos durante o tratamento para depressão.
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“Postei um vídeo e muitos de vocês perceberam que eu estava tremendo. Para mim, isso é tão normal, que eu postei e editei e nem prestei atenção nisso”, contou. Segundo Gkay, a tremedeira seria “um efeito colateral da medicação” que utiliza.
A revelação veio acompanhada de um desabafo sobre os momentos mais difíceis enfrentados por ela. A influenciadora relatou que há dias em que até sair da cama se torna uma tarefa complicada. “Vocês não têm noção da batalha”, afirmou, emocionada.
Antidepressivo pode causar tremores?
Embora possa ocorrer, a manifestação não deve ser automaticamente associada ao uso de antidepressivos. De acordo com a psiquiatra Jéssica Martani, alguns medicamentos empregados em tratamentos psiquiátricos podem provocar esse tipo de reação, dependendo da substância, da quantidade utilizada e da combinação com outros remédios.
“Alguns antidepressivos e outras medicações utilizadas na psiquiatria podem provocar tremor como efeito colateral. Isso pode estar relacionado à maneira como essas substâncias atuam sobre neurotransmissores e sobre o sistema nervoso. A intensidade varia bastante de uma pessoa para outra e também pode depender da medicação, da dose utilizada e da associação com outros medicamentos”, explica.
A especialista ressalta, porém, que existem outras possíveis causas. Ansiedade, consumo excessivo de cafeína, alterações metabólicas e diferentes condições de saúde também podem provocar ou acentuar os tremores. Por isso, o contexto em que o sintoma aparece é fundamental para determinar sua origem.
Se a manifestação surgir após o início de um remédio ou ficar mais intensa depois de uma mudança na dose, a recomendação é procurar o profissional responsável pelo acompanhamento.
“O mais importante é não interromper ou modificar a medicação por conta própria. Se o tremor começou depois da introdução de um medicamento, aumentou após uma mudança de dose ou está atrapalhando atividades do cotidiano, o paciente deve conversar com o médico que acompanha o tratamento. É ele quem poderá avaliar se é necessário ajustar a dose, trocar a medicação ou investigar outras possíveis causas”, orienta Martani.
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Quando é hora de procurar ajuda?
Nem todo tremor representa um problema de saúde. A situação merece avaliação médica, entretanto, quando se torna frequente ou intenso, aparece junto a outras manifestações ou passa a interferir em atividades rotineiras, como escrever, segurar objetos, comer ou trabalhar.
A orientação também vale para quem suspeita estar diante de uma reação adversa. Mesmo que o incômodo seja significativo, suspender um medicamento por conta própria pode trazer riscos.
“Quando um paciente apresenta um efeito adverso, nossa função é avaliar risco e benefício e encontrar a melhor estratégia para aquela pessoa. Existem diferentes possibilidades terapêuticas. O que não é recomendado é retirar abruptamente uma medicação porque apareceu um sintoma ou porque outra pessoa teve determinada reação. Tratamento psiquiátrico precisa ser individualizado e acompanhado”, afirma a psiquiatra.
O relato de Gkay também trouxe para o centro da conversa uma questão que vai além da reação física percebida no vídeo: aquilo que aparece nas redes sociais nem sempre revela a dimensão do sofrimento vivido longe das câmeras.
“Uma pessoa pode trabalhar, sorrir, produzir conteúdo e aparentemente manter sua rotina enquanto enfrenta um sofrimento psíquico importante. Aparência de sucesso ou uma vida profissional ativa não excluem depressão. Por isso, precisamos evitar julgamentos e compreender que saúde mental não pode ser medida apenas pelo que enxergamos de alguém”, conclui Martani.

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Autor

BRCOM