- Perfil: Quem é Luis Fernando Camacho, governador preso na Bolívia que é investigado por golpismo
- Entrevista: ‘A corrupção no governo de Áñez manchou toda a oposição’, diz líder do movimento que levou à queda de Morales
Em 2019, Camacho liderou os protestos violentos contra a reeleição do ex-presidente Evo Morales, que levaram à sua renúncia e posterior exílio no México após uma acusação de fraude eleitoral. Na época, sua influência no movimento ficou marcada por uma imagem em que aparece deixando a carta de renúncia no palácio presidencial junto com uma bíblia, afirmando que Deus voltaria à sede do governo.
— Não vou com armas, vou com minha fé e minha esperança: com uma Bíblia na minha mão direita e sua carta de renúncia na minha mão esquerda — disse na ocasião.
O líder de direita deixou a prisão de segurança máxima de Chonchocoro, em El Alto, agitando a bandeira de Santa Cruz de la Sierra, departamento mais rico da Bolívia. Em seguida, abraçou policiais na saída do local.
— Cumpri minha palavra: nem vendido, nem covarde — afirmou Camacho, em vídeo publicado em suas redes sociais. — Viva Santa Cruz! Em poucas horas, vamos chegar para continuar defendendo nosso povo.
- Contexto: Investigado por golpe, principal governador de oposição é preso na Bolívia
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Nesta sexta-feira, a Suprema Corte ordenou que se verificasse se os prazos para a reclusão do líder opositor haviam vencido. Ele estava preso desde dezembro de 2022, sem nenhuma sentença.
O político afirmou que vai retomar suas funções como governador. Além de um julgamento por suposto golpe de Estado, Camacho tem outros três casos pendentes: por promover uma greve, por compras públicas e por suspeita de nomeações irregulares de funcionários.