A OpenAI, dona do ChatGPT, informou nesta sexta-feira que está apresentando seu novo modelo de inteligência artificial, o GPT-5.6, a um pequeno grupo de parceiros de confiança. Esses nomes foram aprovados pelo governo dos Estados Unidos. Segundo a OpenAI, essa liberação limitada ocorreu a pedido do governo Trump.
O lançamento oficial deve ser anunciado nas próximas semanas.
“Não acreditamos que esse tipo de processo de acesso governamental deva se tornar o padrão de longo prazo”, afirmou a OpenAI em uma publicação em seu blog.
“Ele impede que as melhores ferramentas cheguem a usuários, desenvolvedores, empresas, defensores da segurança cibernética e parceiros globais que precisam delas. Estamos adotando essa medida de curto prazo porque acreditamos que ela é o caminho mais sólido para uma disponibilização mais ampla nas próximas semanas.”
O modelo será inicialmente disponibilizado para 20 parceiros, informou anteriormente a agência Bloomberg, e uma das formas de acessá-lo será por meio da plataforma de software Bedrock, da Amazon.
A participação do governo no lançamento amplia a crescente pressão da Casa Branca sobre as empresas desenvolvedoras de inteligência artificial.
A concorrente da OpenAI, Anthropic PBC, suspendeu há duas semanas seus modelos mais avançados depois que o governo determinou que a empresa restringisse o acesso de cidadãos estrangeiros, dentro e fora dos Estados Unidos, alegando preocupações com a segurança nacional.
A Anthropic afirmou anteriormente acreditar que o governo americano emitiu essa determinação após descobrir que era possível realizar um jailbreak, um contorno às proteções de segurança, do Fable 5, uma versão recentemente lançada do Mythos que a empresa havia impedido de executar tarefas de cibersegurança.
A mais poderosa das três versões do GPT-5.6, chamada Sol, foi desenvolvida para ser especialmente eficiente na execução autônoma de tarefas de programação, biologia e segurança cibernética, informou a OpenAI.
A OpenAI afirmou ter “reforçado as proteções para atividades de maior risco” em seu modelo mais avançado, incluindo aquelas relacionadas a “solicitações sensíveis na área de segurança cibernética”. Ao mesmo tempo, a empresa reconheceu a dificuldade de se proteger contra todos os riscos imagináveis antes do lançamento de um modelo.
“Nenhuma avaliação consegue representar todas as configurações possíveis de um produto, ataques em múltiplas etapas ou fluxos de trabalho do mundo real”, afirmou a empresa. “Por isso, mantemos um processo de resposta rápida para reproduzir, avaliar, priorizar e corrigir novos jailbreaks descobertos, incorporando-os às nossas avaliações contínuas para testar falhas semelhantes no futuro.”
A OpenAI espera que uma ordem executiva assinada no início deste mês pelo presidente Donald Trump ajude a esclarecer, no futuro, o processo de lançamento de modelos de inteligência artificial. A medida concedeu um prazo de 60 dias, a partir da assinatura, para que o governo Trump e as empresas de IA elaborem um marco voluntário que, entre outros pontos, conceda ao governo acesso aos chamados modelos de fronteira (frontier models) por até 30 dias antes de seu lançamento previsto ao público.
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