Um alto funcionário do governo do presidente americano, Donald Trump, minimizou neste domingo um desfile de supremacistas brancos realizado na véspera em Washington durante as celebrações dos 250 anos dos Estados Unidos e afirmou que a liberdade de expressão, protegida pela Constituição americana, garante o direito de grupos como esse se manifestarem.
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No sábado, enquanto os americanos comemoravam a Declaração de Independência de 1776, centenas de pessoas com os rostos cobertos, algumas carregando bandeiras confederadas e outras exibindo símbolos do movimento supremacista Patriot Front, marcharam por áreas da capital gritando: “Vamos recuperar os Estados Unidos!”.
— Evidentemente, aquilo que eles defendem é algo com que eu jamais poderia concordar. Mas um dos princípios fundamentais dos EUA, que faz com que a democracia seja algo desordenado, é a liberdade de expressão — declarou o secretário do Interior, Doug Burgum, à CNN.
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Questionado sobre se condenaria o grupo e aquilo que ele representa, e se pediria ao presidente Trump que fizesse o mesmo, Burgum foi cauteloso nas palavras.
— Há muitas coisas que vejo e que, pessoalmente, considero ofensivas e condenáveis. Mas, nos EUA, a liberdade de expressão é permitida — respondeu, antes de criticar candidatos progressistas que disputam eleições, classificando-os como “comunistas”.
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Vestidos com calças e bonés cáqui e camisas azul-marinho, os manifestantes mascarados lotaram o sistema de metrô da cidade no sábado, reuniram-se em frente à estação ferroviária Union Station e depois marcharam em direção à região do Congresso. Segundo relatos, o grupo era liderado por Thomas Rousseau, fundador do grupo neofascista Patriot Front.
O Departamento de Polícia Metropolitana de Washington (MPD, na sigla em inglês) informou que o grupo marchou brevemente por bairros próximos ao Capitólio e deixou a cidade antes das 11h da manhã.
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“O MPD reconhece o direito das pessoas de expressarem suas opiniões de forma pacífica e segue comprometido em manter a segurança e a proteção pública para moradores e visitantes da cidade”, afirmou uma porta-voz da polícia em comunicado.
O Patriot Front foi fundado após a manifestação “Unite the Right” (“Unir a Direita”), realizada em 2017 em Charlottesville, no estado da Virgínia, que reuniu nacionalistas brancos de várias partes do país.
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O ato terminou quando um homem declarado supremacista branco lançou seu carro contra um grupo de contramanifestantes. Uma mulher morreu e outras 19 pessoas ficaram feridas.
Trump demorou 48 horas para se manifestar sobre a violência e, posteriormente, afirmou que havia “pessoas muito boas dos dois lados” dos protestos, declaração que gerou fortes críticas à época.

