Uma granada explodiu, na madrugada desta sexta-feira, num imóvel no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio, durante um treinamento de criminosos com drones que transportam esse tipo de artefato. Não há notícias de feridos.
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A Polícia Militar informou que agentes da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Complexo da Penha foram acionados para verificar a presença de homens armados na região. Não houve confronto. Segundo a corporação, as equipes apuraram que bandidos estavam testando drones e a granada teria caído próximo a eles. A PM informou que policiamento segue reforçado no conjunto de favelas, com a presença de equipes de unidades especiais.
Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram azulejos de uma piscina onde o artefato teria explodido danificados. No imóvel, ainda conforme relatos de internautas, estaria acontecendo um churrasco.
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O uso de granadas pelo tráfico vem se tornando comum no Rio. A nova estratégia do crime organizado é usada em guerras entre facções criminosas rivais e durante operações policiais. Uma delas foi a megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, ocorrida em outubro de 2025 e que deixou mais de 120 mortos.
Alguns dos drones usados pelo tráfico para esse tipo de ataque são modelos que contam com uma espécie de garra adaptada, parecida com aquelas usadas em máquinas de pegar pelúcias. Os criminosos então colocam um explosivo e até granadas sem pino no equipamento. Após levar a aeronave não tripulada até o ponto que querem atingir, eles abrem essa garra remotamente, deixando o explosivo cair.
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Treinamento especializado
A Subsecretaria de Inteligência da Secretaria estadual de Segurança Pública já identificou que traficantes do Comando Vermelho (CV) vêm recebendo treinamento especializado para operar drones de grande porte usados no transporte de armas e drogas entre comunidades da facção no Rio. Segundo as investigações, o responsável por instruir os criminosos é um brasileiro que retornou recentemente da guerra na Ucrânia, onde teria atuado como voluntário no conflito contra a Rússia.
De acordo com a polícia, o homem permaneceu por pelo menos um ano na região de combate e, ao voltar ao Rio, passou a ensinar aos traficantes técnicas empregadas em operações militares, incluindo o uso de aeronaves não tripuladas para logística e monitoramento. De acordo com a polícia, os drones adquiridos pela facção são modelos usados em áreas agrícolas para pulverização e também em operações de entrega de carga. O custo estimado de cada aeronave ultrapassa R$ 200 mil.
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