Pular para o conteúdo
outubro 4, 2026
BRcom
Dólar PTAXR$ 5,2232
News

Guilherme Derrite e André do Prado são eleitos senadores por São Paulo

Por · outubro 4, 2026
Guilherme Derrite e André do Prado são eleitos senadores por São Paulo


Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) foram eleitos senadores por São Paulo neste domingo (4). Derrite conquistou 11,9 milhões de votos e Prado (PL) foi votado por 11,4 milhões de eleitores, com 90% das urnas apuradas. Ao todo, 14 candidatos concorreram ao cargo em São Paulo, para duas vagas. A terceira colocada foi Simone Tebet (PSB), com 7,4 milhões de votos, e em quarto lugar ficou Marina Silva (Rede), com 7 milhões.
Apuração em tempo real: veja como navegar pelo mapa especial do GLOBO
Eleições 2026: Urnas fecham, e apuração começa; acompanhe ao vivo a divulgação dos resultados
Ex-ministras do Planejamento e do Meio Ambiente de Lula e ex-candidatas à Presidência, Tebet e Marina começaram a disputa como favoritas e lideram as pesquisas até às véspera da eleição. A chapa petista acreditava que a popularidade das candidatadas, consideradas capazes de dialogar com o centro e atrair o voto da classe média. No entanto, as duas foram atropeladas pela máquina do governo estadual.
O governador reeleito Tarcísio de Freitas (Republicanos) engajou-se com afinco na disputa para o Senado. Apareceu com frequência junto com os aliados no Horário Eleitoral Gratuito e se esforçou para apresentar seus candidatos ao eleitor paulista. A desistência de Ricardo Salles (Novo), outro nome da direita que disputava o Senado, na última segunda-feira (28) também contribuiu para o sucesso da chapa bolsonarista e derrota das candidatas da chapa lulista.
O comprometimento do governador e também dos prefeitos do interior ajudaram a alavancar as candidaturas da direita, em especial a de Prado, que era menos conhecido. Deputado estadual desde 2010, ele fez campanha apresentando-se como o braço direito de Tarcísio na Assembleia Legislativa estadual. Antes, Prado foi vereador, vice-prefeito e prefeito em Guararema, na Grande São Paulo. Com apoio de Tarcísio, tornou-se presente da Alesp em 2023.
Prado conquistou a vaga depois Eduardo Bolsonaro saiu da disputa. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro mudou-se para os Estados Unidos. Por meses, houve articulações e conversas para definir quem receberia o aval da família Bolsonaro para concorrer ao cargo. Além de Salles, Mário Frias (PL-SP) foi cotado para a vaga. Tarcísio, porém, apostou em André do Prado, a quem credita boa parte de sua articulação política no estado ao longo do mandato. Prado também tinha ao seu lado o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.
Já Derrite explorou suas ligação com a pauta da Segurança Pública ao longo da campanha: ex-PM, o senador eleito chegou até as Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), o batalhão de elite da corporação, elegeu-se deputado em 2018 e 2022 e comandou a Secretaria de Segurança Pública de Tarcísio.
Derrite deixou seu posto na gestão Tarcísio em dezembro de 2025 e voltou à Câmara dos Deputados para relatar o PL Antifacção. Derrite deu o pontapé inicial na campanha com o apoio formal de Tarcísio, mas sem o engajamento efetivo do governador em prol de sua candidatura.partir de 2027, Derrite e Prado vão ocupar cadeiras no Senado por oito anos, e entrarão no lugar de Marabrilli (PSD) e Giordano (Pode). O terceiro senador de São Paulo, o Astronauta Marcos Pontes (PL), foi eleito em 2022 e ficará no cargo até 2030. Veja os resultados abaixo:
Disputa prioritária
A disputa ao Senado era considerada prioritária tanto pela direita quanto pela esquerda e se tornou ainda mais polarizada em meio à crise no Supremo Tribunal Federal (STF), já que são os senadores os únicos que têm a incumbência de pedir investigação e impeachment de integrantes da Corte.
Na esquerda, o presidente Lula (PT), que tenta uma reeleição, buscava ter um Senado forte para lhe garantir governabilidade em caso de um quarto mandato, já que acumulou percalços com a casa em temas sensíveis, como a votação do projeto que acaba com a escala 6×1 e na rejeição de Jorge Messias ao Supremo — foi a primeira vez na história em que uma indicação presidencial à Corte foi barrada.
Na direita, Flávio Bolsonaro (PL) e seus aliados reforçaram a necessidade de garantir maioria no Senado para fazer andar processos de impeachment de ministros do STF, especialmente de Alexandre de Moraes, considerado inimigo do clã Bolsonaro.
Ricardo Salles A apareceu na urna de SP, ainda que tenha desistido do pleito, pois a lei eleitoral determina que a substituição ou retirada de candidato das urnas precisa ser feita até 20 dias antes da eleição. Para o primeiro turno de 2026, o prazo terminou em 14 de setembro. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) homologou a renúncia de Salles na última sexta-feira, e por isso os votos para ele serão considerados nulos.

Guilherme Derrite e André do Prado são eleitos senadores por São Paulo