Eduarda Campopiano, do PL, é a deputada estadual mais votada de SP e somou mais de 1,8 milhão de votos com 94% das urnas apuradas. Vereadora de Praia Grande, cidade da Baixada Santista, a parlamentar eleita tem estilo combativo nas redes sociais e já se envolveu em polêmicas: certa vez, em uma participação em um podcast, ela associou indígenas a canibalismo e sacrifícios humanos.
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Eduarda é uma apoiadora de primeira hora de Lucas Pavanato, que disputou uma vaga na Câmara dos Deputados pelo PL. Os dois ganharam espaço na política com estilos parecidos. Assim como Pavanato, Eduarda aposta na pauta de costumes como sua principal bandeira de engajamento nas redes sociais. Ela se define como a “maior inimiga das feministas de SP”. A novata angariou mais votos que o veterano Eduardo Suplicy (PT) nas última eleição para a Alesp, quando o petista atingiu 807 mil votos.
Acusação de racismo
Eduarda nasceu em Campinas, no interior paulista, foi eleita vereadora de Praia Grande em 2024 e acumula mais de 2,3 milhões de seguidores no Instagram. Em maio deste ano, durante uma participação no podcast Redcast, foi acusada de racismo e denunciou ter sido vítima de importunação sexual durante a gravação. Na ocasião, ela participava de um debate divulgado entre “duas bruxas feministas” e “duas cristãs submissas”.
As convidadas debatiam temas religiosos quando a então vereadora fez uma fala polêmica sobre a colonização do Brasil. “A gente volta para os índios cometendo canibalismo aqui no Brasil. Glória a Deus que colonizaram. Glória a Deus que catequizaram as índias. Glória a Deus que a extrema direita chegou e falou para os índios: ‘Galera, fazer sacrifício e comer o braço do irmãozinho não é legal, enterrar criança viva'”, disse.
No mesmo programa, Eduarda ouviu um comentário de cunho sexual de outra participante. A mulher, identificada como Savani Shakti, disse que tinha vontade de “chupar” a vereadora. Na época, ela divulgou ter procurado a Delegacia de Defesa da Mulher de Praia Grande e o caso foi registrado como importunação sexual.
Eduarda Campopiano, deputada estadual mais votada de SP, tem 23 anos e já associou povos indígenas a canibalismo
