Após a apuração do primeiro turno, Renan Santos, candidato do Missão à Presidência, afirmou que o resultado foi pior do que esperava, tanto para sua campanha quanto para o partido. Em fala a apoiadores transmitida pelas redes sociais, o candidato disse que a quarta colocação no pleito ficou muito distante de suas expectativas. Ele ainda avaliou que Flávio Bolsonaro (PL) “deve vencer a eleição no segundo turno”. O político afirmou que não apoiará nenhum dos dois candidatos, mas que sua militância “pode fazer o que quiser”.
Com 98,79% dos votos apurados, Renan está em quarto lugar, com 2.656.451 votos , 2,26 % do total, distante dos dois líderes, o senador Flávio (55.673.335 votos, 47,24% do total) e o presidente Lula (52.920.125 votos, 44,91%).
— O resultado é ruim. Não vamos passar de cláusula de barreira, vamos ter apenas um deputado estadual e um deputado federal no mesmo estado. O resultado não é bom, não é bom para o projeto, não é bom para aquilo que a gente desenhava — afirmou. — Eu não estou nem triste. Você fica triste quando é por pouco, e não foi nem por pouco, foi muito distante do que poderia ter acontecido, foi muito ruim. Apenas muito ruim — disse.
Renan afirmou que não faria diferença quem ele decidisse apoiar e liberou a militância do Missão para “escolher o candidato na próxima etapa da disputa”.
— Faz diferença? Façam o que quiserem. Eu já avisei que não voto em bandido, não recomendo que ninguém vote em bandido. Flávio é bandido, Lula é bandido, mas não faz diferença nenhuma. Façam o que vocês quiserem. A eleição já é do Flávio Bolsonaro — disse.
Ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL), Renan entrou na disputa defendendo uma agenda de direita e tentando construir uma identidade própria em relação ao grupo político de Jair Bolsonaro. Ao longo da campanha, procurou se diferenciar tanto do PT quanto do bolsonarismo.
No discurso desta noite, Renan destacou que Flávio Bolsonaro teve um desempenho melhor que o próprio pai, “sendo um nada em termos de carisma e inteligência”, e afirmou que o PL vai construir uma base “colossal” no país.
Com o resultado, o candidato afirmou também que “não há direita no Brasil sem Bolsonaro” e que “qualquer militante do MBL que quiser sair do grupo para virar bolsonarista não enfrentará nenhum tipo de oposição do movimento””
— A maior parte dos ex-MBL, figuras canalhas, baixíssimas, estão muito nem eleitas […] Quem está no nosso grupo e quiser sair, poderá sair e virar bolsonarista. Vou repetir, não existe direita (no Brasil) para além de Bolsonaro.
Renan diz que não apoiará nem Flávio nem Lula e libera militância para o segundo turno: 'resultado foi muito ruim'
