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setembro 30, 2026
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Heineken adota energia 100% renovável na fabricação de sua receita clássica

Por · setembro 30, 2026
Heineken adota energia 100% renovável na fabricação de sua receita clássica


A Heineken® vem trabalhando novas formas de fazer a mesma cerveja, embora a fórmula da lager permaneça a mesma há mais de 150 anos. Uma das principais evoluções nos processos industriais está relacionada à matriz energética. Em 2020, três cervejarias do Grupo no Brasil utilizavam energia elétrica 100% renovável e, hoje, as 13 unidades encontram-se nesse patamar.
— Tratamos a energia verde* como um ingrediente da cerveja, porque esse componente impacta diretamente a sustentabilidade e a responsabilidade no processo de produção — afirma Lígia Mesquita, diretora de sustentabilidade do Grupo Heineken no Brasil.
Segundo a executiva, toda a eletricidade usada nas operações para fabricação e envase é proveniente de fontes sustentáveis, que não esgotam os recursos naturais, a exemplo de solar e eólica.
A energia limpa é uma das principais metas do Green Your City, plataforma de cultura e sustentabilidade criada em 2021 pelo Grupo para contribuir com a transformação positiva das cidades. Um dos objetivos é entregar 324 mil MWh de energia elétrica renovável até 2030, volume suficiente para atender, em um ano, o consumo de cerca de 125 mil residências brasileiras, de acordo com cálculo baseado na média de consumo residencial da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
— Queremos usar o potencial da marca para sermos agentes multiplicadores na transição energética do Brasil — diz Lígia.
Dentro do projeto de descarbonização, a companhia avança também na substituição de combustíveis fósseis por bioenergia na geração térmica. Em agosto, a HEINEKEN anunciou um investimento de R$ 460 milhões na planta de Jacareí (SP) para usar biomassa e biometano certificados no abastecimento das caldeiras, substituindo o gás natural e reduzindo em mais de 97,5% as emissões da geração de vapor até 2030. Com isso, todas as unidades passam a utilizar energia térmica renovável.
Holofotes na agenda ambiental
Mais uma vez, a Heineken® conectou sua estratégia de sustentabilidade ao Rock in Rio. Na edição 2026, em parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica, a Cidade do Rock aproximou os visitantes de um dos biomas mais importantes do país, gerando uma reflexão sobre a relação entre as cidades, a natureza e a qualidade de vida.
Na Rota 85, foram plantadas espécies nativas da Mata Atlântica, como grumixama, araçá, aroeira, quaresmeira e manacá, além de plantas características do bioma, como helicônias, bromélias e orquídeas. A proposta foi jogar luz sobre a importância da conservação da floresta além de contribuir para a recuperação de áreas do bioma, antecipando o legado de restauração florestal implementado após o festival.
De acordo com a empresa, cerca de 3 mil mudas serão destinadas a projetos de restauração na Serra do Vulcão e ao reflorestamento e enriquecimento de aproximadamente um hectare no Parque Nacional da Tijuca.
Outras iniciativas, já implementadas de forma permanente no Rock in Rio são os painéis solares e as microflorestas. Em 2022, a marca decidiu plantar a vegetação de Mata Atlântica usada na cenografia do evento no Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, formando um bosque urbano que já soma 1.265 m² e reúne mais de 830 exemplares de 53 espécies nativas. A ação deu início ao movimento que tem como objetivo implementar 19 microflorestas em cidades de 19 capitais brasileiras até 2030.
A agenda de sustentabilidade da marca no evento também incluiu ativações e iniciativas voltadas à gestão de resíduos, por meio de um parceiro especializado responsável pelo monitoramento e rastreabilidade da destinação dos materiais, circularidade e compensação de carbono.
Um dos destaques foi o sistema de copos reutilizáveis, como parte da conscientização da população em relação à importância da economia circular. Dentro da plataforma Green Your City, a meta é chegar a 2030 com 80% das embalagens retornando como matéria-prima.
Em relação à descarbonização e uso de energia limpa, os geradores de backup foram abastecidos com biodiesel, a compensação do consumo de energia elétrica foi feita por meio de certificados I-REC, e a compensação de emissões de carbono se deu por meio de créditos de carbono certificados.
Para Lígia, essas medidas se conectam com a estratégia da marca de preservar o que é positivo e não precisa mudar, e repensar o que pode evoluir:
— A cerveja mantém intactos a receita e o sabor que atravessaram um século e meio, mas a forma de produzi-la mudou, acompanhando as necessidades de avanço para uma operação com práticas cada vez mais responsáveis.
Idêntica em qualquer lugar
A marca explica que o sabor da lager é o mesmo internacionalmente por conta do processo de produção padronizado e que utiliza os mesmos ingredientes naturais.
— A cerveja contém malte, lúpulo e água. Quando adicionamos a levedura A, a Heineken ganha o sabor equilibrado característico e que é seu diferencial — explica a diretora de sustentabilidade.
A fermentação, segundo ela, é uma das etapas que ajudam a explicar a identidade da bebida. A adição da levedura A é feita em tanques horizontais de grande área de superfície a uma temperatura específica, dando início ao processo natural de fermentação que converte o açúcar em álcool e CO2.
A executiva ainda destaca que a marca é pioneira no puro malte, que não contém milho, arroz ou aditivos que poderiam comprometer a qualidade e o sabor.
— Estamos falando de uma receita clássica, preservada ao longo de gerações, que encontra na inovação industrial novos caminhos para chegar ao copo — conclui.

Heineken adota energia 100% renovável na fabricação de sua receita clássica