O helicóptero onde estava o copiloto baleado na testa em operação na Vila Aliança, nesta quinta-feira, chegou à Polícia Civil em 2018, durante a intervenção federal na segurança pública do Rio. A aeronave é do fabricante Leonardo Helicopters, responsável por outras duas em atuação no estado, uma delas a serviço do Corpo de Bombeiros. Segundo policiais ouvidos pelo GLOBO, a bala que atingiu o agente Felipe Marques Monteiro, de 45 anos, passou por um ponto cego do para-brisa. Ele está gravíssimo no Hospital Municipal Miguel Couto.
Os policiais também afirmaram que, apesar do ponto cego, o helicóptero é blindado. À época da compra pela União, em 2018, os pilotos passaram por treinamento e capacitação, já que era a primeira vez que os modelos chegavam à segurança do estado. Em 2022, a Polícia Civil chegou a contratar um seguro para a aeronave, no valor de R$ 2,7 milhões, que esteve em vigor até 2 de setembro de 2023.
Em vídeos, é possível ver que o helicóptero sobrevoava uma área de intenso confronto, quando precisou fazer um pouso de emergência no campo de futebol do Bangu. O socorro para Felipe foi solicitado pela Core, que faz campanha de doação de sangue para o agente. Os interessados em ajudar devem procurar o Hemorio (Rua Frei Caneca 8, Centro do Rio) e dizer o nome do agente. O espaço funciona de segunda-feira a sábado, das 7h às 18h.
Helicóptero da Polícia Civil atingido em operação na Vila Aliança sobrevoava área com intenso confronto
A operação desta quinta na Vila Aliança é contra um grupo criminoso especializado em roubos de vans — geralmente usadas no transporte de turistas — que age, principalmente, na Zona Oeste do Rio. Os agentes visam ao cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão. Segundo as investigações, a quadrilha faz o desmanche dos veículos para vender peças. Somente em 2024, o prejuízo causado pelo bando no setor turístico, em todo o estado, foi de R$ 5 milhões. Seis pessoas já foram presas.
A ação é das delegacias de Repressão a Entorpecentes (DRE) e de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), no âmbito da segunda fase da Operação Torniquete. A ação tem o apoio de outras unidades do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).
As investigações revelaram que os criminosos operam de forma organizada, contando com batedores, assaltantes, receptadores e responsáveis pelo desmanche das vans. O chefe do grupo foi flagrado em conversas coordenando as ações do grupo, indicando alvos e negociando veículos roubados.
