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outubro 10, 2026
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Homem é condenado à prisão perpétua por matar a esposa e manter corpo em freezer na Inglaterra

Por · outubro 10, 2026
Homem é condenado à prisão perpétua por matar a esposa e manter corpo em freezer na Inglaterra


Um homem de 46 anos foi condenado à prisão perpétua na Inglaterra por matar a esposa com golpes de martelo e esconder o corpo em um freezer na casa da família. David Barraclough assassinou Carolann Barraclough, mãe de três filhos, em fevereiro deste ano, na cidade de Horbury, e passou cerca de duas semanas mentindo a parentes, amigos e vizinhos, afirmando que ela estava hospitalizada. A Justiça determinou que ele cumpra pelo menos 22 anos e um mês de prisão antes de poder pleitear a liberdade condicional.
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Segundo a polícia de West Yorkshire, Carolann foi morta entre 19 e 21 de fevereiro. Após o crime, Barraclough amarrou o corpo e o colocou em um freezer horizontal na área de serviço da residência, onde também viviam os filhos do casal.
Durante as semanas seguintes, ele sustentou que a mulher estava se recuperando de uma doença no hospital e que apenas ele tinha autorização para visitá-la. O homem também enviou mensagens do celular da vítima para amigos e familiares, simulando que ela estava viva e que voltaria para casa em breve. Além disso, impediu que os filhos entrassem no cômodo onde o freezer estava.
Em 5 de março, ele foi a uma delegacia em Normanton e contou à recepcionista que havia matado a esposa. Policiais enviados à residência encontraram o corpo dentro do freezer. O homem também afirmou ter tentado tirar a própria vida.
David inicialmente alegou que agiu em legítima defesa, dizendo que a mulher o havia atacado primeiro com um martelo. No entanto, investigadores identificaram evidências de que ele era o responsável por comportamentos abusivos e controladores no relacionamento. Imagens de câmeras de segurança também não mostraram ferimentos visíveis nele após o assassinato.
A investigação apontou ainda que Barraclough manteve parte de sua rotina após o crime. Segundo a promotoria, ele frequentou bares, retirou grandes quantias de dinheiro de uma conta bancária conjunta e baixou o aplicativo de relacionamentos Tinder dois dias depois da morte da esposa.
O réu se declarou culpado de assassinato no primeiro dia de seu julgamento no Tribunal da Coroa de Leeds, no início desta semana. Ele se recusou a comparecer à audiência em que recebeu a sentença.
Filhos foram informados de que a mãe estava no hospital
Em um comunicado lido à Justiça, a família de Carolann afirmou que a morte violenta provocou um sofrimento profundo e irreparável. Conhecida pelos parentes como Caz, ela foi descrita como uma mulher alegre, generosa e muito ligada aos filhos.
Os três filhos do casal são autistas e dependiam especialmente de rotinas, familiaridade e da confiança nos adultos responsáveis por sua segurança, segundo um comunicado apresentado separadamente ao tribunal.
O texto acrescentou que as crianças perderam não apenas a mãe, mas também a sensação de segurança e o futuro que deveriam compartilhar com ela. A família pediu que os filhos tenham privacidade, proteção e apoio para reconstruir suas vidas.
A promotora sênior Jill May, do Serviço de Promotoria da Coroa (CPS) para Yorkshire e Humber, afirmou que Barraclough escondeu o corpo na residência onde vivia com os filhos e criou uma sequência calculada de mentiras para fazer os conhecidos acreditarem que Carolann ainda estava viva. Ela também elogiou a coragem da filha mais velha da vítima por prestar depoimento durante o processo.
O inspetor-detetive Tom Hilyer, da equipe de homicídios e grandes investigações da polícia de West Yorkshire, descreveu David como uma pessoa manipuladora e calculista. Segundo ele, a investigação conseguiu refutar as alegações de legítima defesa apresentadas pelo condenado.
A família também relatou que o sofrimento aumentou em setembro, quando David Rowley, pai de Carolann, morreu após sofrer um ataque cardíaco. Segundo os parentes, ele enfrentou grande estresse e tristeza desde o assassinato da filha e durante o processo judicial.

Homem é condenado à prisão perpétua por matar a esposa e manter corpo em freezer na Inglaterra