Joe Belgio, de 44 anos, veterano da Marinha e bombeiro, comeu ostras cruas no Gibson’s Bar and Steakhouse, em Oak Brook, nos arredores de Chicago, nos Estados Unidos, no início do mês de julho. Segundo um processo apresentado nesta segunda-feira (10) no Tribunal do Condado de Cook, em Illinois, médicos concluíram que ele foi infectado por patógenos presentes no alimento e, semanas depois, sofreu uma parada cardíaca que provocou uma lesão cerebral permanente.
Belgio estava no restaurante com a noiva, Melanie Stayer, e a filha do casal, então com cinco meses. De acordo com o advogado Scott O’Sullivan, ouvido pela ABC7 Chicago, o homem ficou pelo menos oito minutos sem oxigênio após a parada cardíaca, no início de julho. Ele foi reanimado por bombeiros e permaneceu em coma durante meses.
Processo aponta bactérias associadas a frutos do mar
A ação afirma que exames médicos identificaram a presença de E. coli enteropatogênica (EPEC) e Plesiomonas shigelloides, bactérias associadas à contaminação de frutos do mar. Os médicos teriam concluído, com grau razoável de certeza médica, que a infecção ocorreu após o consumo das ostras no estabelecimento.
Segundo os advogados, Belgio atualmente apresenta graves limitações cognitivas, está acamado e necessita de assistência permanente. A ação inclui como réus o restaurante, sua controladora Gibsons Restaurant Group e empresas fornecedoras de frutos do mar, além de cinco pessoas ligadas à administração do estabelecimento.
— Mesmo em seus momentos de maior fragilidade, Joe continua sendo o homem mais forte que já conheci — disse Stayer em entrevista coletiva. À ABC7, ela destacou o histórico do noivo como militar e bombeiro: — Este é um homem que foi enviado para o combate. Ele correu para dentro de prédios em chamas.
A família afirma que as despesas médicas já chegaram à casa dos milhões de dólares. Uma campanha no GoFundMe foi criada para ajudar a custear o tratamento e os cuidados de Belgio, descrito como um ex-fuzileiro naval que participou de uma missão no Iraque.
O Gibsons Restaurant Group afirmou à FOX21 que lamenta a situação, mas negou que o restaurante tenha causado o problema de saúde. A empresa disse levar a segurança alimentar “extremamente a sério” e afirmou que não houve outros casos relatados de doença. Segundo o grupo, uma investigação interna não encontrou evidências que relacionassem o estabelecimento à condição de Belgio.

