A polícia de americana identificou nesta segunda-feira o homem que matou a tiros oito crianças em diferentes casas na cidade Shreveport no fim de semana. Shamar Elkins era pai de sete das vítimas, que tinham entre 1 e 12 anos. Ele morreu após fugir e ser perseguido por agentes. O ataque também deixou duas mulheres feridas em estado grave. Entre elas está a mãe das crianças, segundo autoridades locais.
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De acordo com a polícia, outras pessoas estavam nas residências no momento dos disparos e conseguiram escapar. Um adolescente de 13 anos e uma mulher fugiram pulando do telhado de uma das casas.
— Havia também uma outra mulher e um adolescente de 13 anos que fugiram da casa e pularam do telhado. Ambos sofreram ferimentos ao fugir do incidente, mas espera-se que se recuperem — disse o porta-voz da polícia, Christopher Bordelon.
Ainda não há informações oficiais sobre o que motivou o crime, que é investigado pelas autoridades locais.A polícia identificou como Shamar Elkins o homem que matou a tiros oito crianças em casas em Shreveport, Louisiana, Estados Unidos, no último domingo (19). O suspeito era pai de sete das vítimas, que tinham entre 1 e 12 anos.
Entenda o caso
Um pai de 31 anos matou a tiros sete filhos e uma outra criança e feriu duas mulheres, que são mães dos menores, durante uma chacina em duas casas perto das 5h locais (7h em Brasília) no centro de Shreveport, no estado americano da Louisiana. O homem foi morto durante perseguição policial após roubar um carro ao fugir da cena do crime, o pior cometido com arma de fogo em mais de dois anos nos Estados Unidos.
Segundo o porta-voz da polícia Chris Bordelon, o assassino disparou primeiro em sua atual mulher, que está em estado crítico, antes de matar em uma segunda residência as crianças, que tinham idades entre 1 e 12 anos. Uma delas foi encontrada no teto da após aparentemente tentar fugir.
Bordelon afirmou que o criminoso havia sido preso em 2019 em um caso sobre posse de armas e que não há conhecimento de outros episódios de violência doméstica.
— Eu simplesmente não sei o que dizer, estou em choque. Não consigo imaginar como um evento como esse pôde acontecer — disse o chefe de polícia de Shreveport, Wayne Smith, citado pela Associated Press.
Tom Arceneaux, prefeito de Shreveport, que tem apenas 180 mil habitantes, classificou o crime como “a pior tragédia que já tiveram”.
— É uma manhã terrível, e todos estamos em luto pelas vítimas — disse Arceneaux em uma entrevista coletiva.
Crystal Brown, que é prima de uma das mulheres feridas, disse à Associated Press que o criminoso e sua mulher, mãe de quatro das vítimas, estavam em processo de separação e que discutiram antes do crime. Segundo ela, três das crianças eram filhas do criminoso com uma antiga parceira, que também está em estado crítico.
Brown relata que todas as crianças eram “felizes, amigáveis, muito doces”. Segundo o vereador de Shreveport Grayson Boucher, mais de 30% dos crimes e 30% dos homicídios em Shreveport são de natureza doméstica.
Neste ano, vários crimes com armas de fogo tiveram relação com casos de violência doméstica nos EUA.
Em janeiro, um ataque a tiros no Mississippi deixou seis pessoas mortas, incluindo uma menina de 7 anos. O atirador tinha como alvo principal membros de sua família. Entre as vítimas estavam seu pai, um irmão e uma menina de 7 anos.
Um mês depois, um atirador matou sua ex-esposa e seu filho adulto em um jogo de hóquei do ensino médio em Rhode Island. Outras três pessoas ficaram feridas, incluindo os pais do suspeito e um amigo da família.
Repercussão internacional
A dimensão do crime fez com que a cobertura internacional adotasse um tom acima do usual até mesmo para padrões de violência armada nos Estados Unidos. A Reuters destacou a “brutalidade extrema” e o fato de as vítimas serem majoritariamente crianças pequenas, além da multiplicidade de locais atingidos.
Movimentação em frente à casa onde oito crianças foram mortas em caso de violência doméstica em Louisiana, segundo a Reuters
Reprodução
O The Guardian classificou o episódio como um caso de “family annihilation” e apontou que a combinação entre ambiente doméstico e número de mortos amplia o impacto do caso, tornando-o particularmente chocante mesmo em um país acostumado a episódios de violência armada.
Movimentação de policiais e moradores após ataque que deixou oito crianças mortas em Shreveport; suspeito foi morto após perseguição, segundo o The Guardian
Reprpdução/The Guardian
Nos Estados Unidos, a repercussão seguiu a mesma linha. O The Washington Post tratou o ataque como o mais letal do tipo em anos e destacou o contexto familiar envolvendo o autor. A revista People enfatizou que parte das vítimas foi atingida enquanto dormia, elemento que aparece de forma recorrente na cobertura por intensificar a gravidade do episódio.
Emissoras locais e portais americanos passaram a descrever o que foi encontrado pelas equipes de resgate como uma “cena de guerra” — expressão que rapidamente se espalhou e passou a ser reproduzida por veículos internacionais ao longo do dia. Outros relatos citam o nível de destruição e o impacto visual encontrado nos locais atingidos.
Ataque familiar que matou oito crianças em Louisiana é apontado como um dos mais letais do tipo nos EUA nos últimos anos, segundo o The Washington Post
Reprodução/The Washington Post
Caso é inserido em cenário mais amplo de violência nos EUA
Veículos internacionais também situaram o massacre dentro de um cenário mais amplo de violência nos Estados Unidos. Levantamentos citados por Reuters e The Guardian indicam que o país já registrou mais de uma centena de ataques a tiros em 2026, o que levou parte da imprensa a tratar o episódio não como um caso isolado.
A recorrência de crimes dentro do ambiente familiar, especialmente envolvendo crianças, aparece como um dos pontos mais destacados na cobertura. O caso de Louisiana é descrito como um exemplo extremo dessa dinâmica, combinando violência doméstica e uso de arma de fogo
A combinação entre número de vítimas, idade das crianças, vínculo familiar e múltiplas cenas de crime fez com que o ataque fosse descrito de forma recorrente como um dos mais chocantes dos últimos anos no país. A investigação segue em andamento, e as autoridades ainda buscam esclarecer a motivação do crime.

