Neste sábado (29), no Dia Mundial do Piano, Vilma Correa Gomes completa 90 anos. Coincidentemente, há nove meses ela começou a fazer aulas de piano no Estúdio Mirka & Piano, em Copacabana. Aprender a tocar o instrumento era um sonho de criança.
— Cheguei a fazer poucas aulas quando pequena, mas logo entrei para o internato e tive que parar. Mas isso ficou na minha cabeça todos esses anos. Um dia, estava com um amigo da minha filha no Leblon e resolvi comprar um piano — conta a moradora de Copacabana.
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Vilma era professora de dança e ministrou aulas até pouco depois de completar 80 anos. Ela diz que o piano é uma boa atividade para a cabeça.
—Tem também o convívio com as pessoas, que é algo importante. Gosto muito de música e estou tentando aprender. É difícil, mas estou indo bem. Sou muito agitada, e tocar piano é uma forma de me manter concentrada em apenas uma coisa e ficar mais tranquila. Gostei tanto que entrei também para as aulas de canto — diz.
No Estúdio Mirka & Piano, a metodologia une tecnologia, ensino humanizado e atividades lúdicas e vai além da formação técnica, estimulando a criatividade, a disciplina e o desenvolvimento pessoal dos alunos. Embora o foco inicial seja o público infantojuvenil, o espaço atrai cada vez mais adultos — muitos dos quais são pais dos alunos — que redescobrem o prazer de tocar.
— Percebo um grande movimento dos pais buscando aulas de piano para tirar os filhos do celular — explica Mirka da Pieva, fundadora, pianista e pedagoga responsável pelo desenvolvimento de materiais de ensino exclusivos, como jogos de cartas e tabuleiro que facilitam a leitura de partituras.
Para as crianças, o ensino se baseia em jogos educativos que tornam a compreensão da música leve e estimulante. Já os adolescentes encontram no piano um ponto de conexão entre a arte e a tecnologia. Além das aulas, o estúdio promove recitais — tanto individuais quanto com banda contratada — e atividades em grupo, reforçando o aprendizado coletivo e o desenvolvimento da autoconfiança.
— Aprender piano fez muita diferença para mim, pois me ajudou a me concentrar mais na escola e a desenvolver autoconfiança. As aulas com a Mirka são sempre divertidas e, desde o início, ela me incentivou a tocar e até a cantar, o que me fez descobrir um talento que eu nem sabia que tinha. Além disso, passei a ficar menos tempo no celular do que a maioria dos meus amigos. O mais legal é que ela respeita nosso gosto musical e só dá sugestões. Nos recitais, já toquei versões para piano de músicas do Metallica e do Iron Maiden. Também conheci outros alunos nos ensaios e, graças ao incentivo da Mirka, comecei a tocar na banda da minha escola, a Liessin, e a participar de festivais. A professora entende muito do nosso universo, utilizando tablets, cartas e jogos lúdicos — diz Pedro Henrique Zinger Duarte, de 12 anos.
Outro exemplo é o pequeno Alan, de 4 anos, como conta seu pai, Ricardo Brajterman:
— Alan tem 4 anos e, como muitas crianças, é hiperativo. Mas se apaixonou pelo piano e, durante as aulas, fica superfocado porque a professora tem o talento de ensinar como se fosse uma grande brincadeira. Ao ver meu filho entusiasmado e tocando uma música já na segunda aula, perdi o meu medo do instrumento e, aos 53, também comecei a estudar.

