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setembro 30, 2026
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Inadimplência das famílias sobe e renova recorde em agosto, diz Banco Central

Por · setembro 29, 2026
Mercado reduz estimativa de inflação pela segunda semana consecutiva


A inadimplência das famílias renovou o recorde em agosto, segundo dados do Banco Central divulgados nesta terça-feira. Subiu de 5,8% em julho para 6,0%, o maior patamar desde março de 2011.
A trajetória de alta prossegue mesmo sob os efeitos do Desenrola 2.0, lançado em maio pelo governo federal para propiciar a renegociação de dívidas das famílias com juros mais baratos. Diante disso, a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou mais uma modalidade do programa, agora com a compra de dívidas pela União.
No crédito livre, modalidades em que os juros são pactuados livremente entre o banco e o tomador do empréstimo, o número é ainda maior, passou de 7,8% para 8,0% – também a maior taxa da série histórica. Da mesma forma, a inadimplência pessoa física foi recorde no crédito direcionado, com alta de 3,4% para 3,6%.
Em outra frente, o comprometimento das famílias com o pagamento de dívidas se manteve no recorde da série histórica em julho, em 28,7%. Sem considerar o financiamento imobiliário, o comprometimento de renda ficou em 26,4%, mesmo patamar de junho.
Já o endividamento das famílias, que mede qual é o percentual total de dívidas em relação à renda geral, voltou ao maior patamar da série histórica em julho, de 49,7% para 49,9%. Sem o crédito habitacional, o percentual ficou em 30,8%.
Os indicadores de endividamento e comprometimento de renda têm defasagem de dois meses em relação ao período da divulgação.

Inadimplência das famílias sobe e renova recorde em agosto, diz Banco Central