Indicado pelo ex-presidente Donald Trump para chefiar o Bureau of Labor Statistics (BLS), EJ Antoni sugeriu suspender os relatórios mensais de emprego da agência e publicar apenas dados trimestrais até que os problemas na coleta de informações sejam corrigidos.
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Em entrevista à Fox Business antes de ser oficialmente nomeado por Trump na segunda-feira, Antoni, economista-chefe da Heritage Foundation — organização que promove os valores conservadores da sociedade americana —, afirmou que as empresas não conseguem planejar e que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) não pode conduzir a política monetária quando o relatório mensal é pouco confiável, frequentemente superestimado e, portanto, enganoso.
— Até que seja corrigido, o BLS deveria suspender a divulgação dos relatórios mensais de emprego, mas continuar publicando os dados trimestrais, que são mais precisos, embora menos atuais — disse ele, segundo a Fox Business. — Grandes tomadores de decisão, de Wall Street a Washington, dependem desses números, e a falta de confiança nos dados tem consequências de longo alcance.
Trump anunciou a nomeação de Antoni — que tem sido vocal em suas críticas aos dados de emprego e revisões do BLS — por meio de uma publicação na Truth Social.
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“Nossa economia está prosperando, e E.J. garantirá que os números divulgados sejam HONESTOS e PRECISOS”, escreveu Trump.
Se for confirmado pelo Senado, Antoni substituirá Erika McEntarfer, demitida abruptamente por Trump em 1º de agosto, após um relatório do BLS mostrar fraco crescimento do emprego em julho e revisões substanciais para baixo nos dois meses anteriores.
Trump a acusou, sem apresentar provas, de manipular os números por motivos políticos, observando ainda que ela havia sido indicada pelo ex-presidente Joe Biden.
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A demissão de McEntarfer chocou economistas de todo o espectro político, que rapidamente defenderam tanto ela quanto o BLS como instituição. O trabalho do BLS, assim como o de outros órgãos estatísticos dos EUA, é amplamente reconhecido internacionalmente como um “padrão ouro” por estar livre de interferência política — uma reputação que muitos agora temem estar em risco.
O BLS rotineiramente revisa seus dados com o objetivo de torná-los mais precisos a longo prazo. No entanto, as revisões mais recentes — que reduziram em 258 mil o número de empregos de maio e junho — chamaram atenção, marcando o maior ajuste negativo desde a pandemia.