O acordo realizado entre o município do Rio e os quatro consórcios — Intersul, Internorte, Transcarioca e Santa Cruz — que operam os ônibus da cidade determinou a adoção do Índice de Qualidade do Transporte (IQT) por parte do município. A ferramenta, na prática, funciona como instrumento de avaliação dos serviços no Rio e serviu como base para a definição de quais serão as áreas priorizadas na abertura de novas licitações. Até 2028, a previsão é que os 31 lotes em que a cidade foi dividida já estejam sendo operados por novos concessionários.
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A Zona Oeste foi apontada como a pior área, o que justificou a escolha de Campo Grande e Santa Cruz como as áreas abarcadas pela primeira fase, que terá edital publicado em julho deste ano. A pior operadora, segundo essa avaliação do município, é a Transportes Paranapuan, que atua na Ilha do Governador, na Zona Norte, região contemplada na segunda fase de licitações.
— Nesse ranking por empresa, de fato, a empresa que opera na Ilha do Governador está com a pior nota no IQT. Mas, quando a gente faz essa nota do IQT pelas áreas, a gente percebe um ranqueamento das áreas mais prioritárias para a gente fazer a licitação de serviço — explicou o subsecretário de Transportes e Operação, Guilherme Braga Alves, referindo-se ao porquê de o início ser na Zona Oeste.
Conforme previsto no acordo, o IQT será renovado trimestralmente até o fim do prazo das atuais concessões: agosto de 2028. A primeira delas, que é a que está disponível no sistema da Secretaria municipal de Transportes (SMTR), é referente ao último trimestre de 2024. O prazo para a publicação da última apuração de IQT é de até 60 dias após o fim de cada trimestre.
Entre as empresas mais bem colocadas estão a Rodoviária Âncora Matias — que opera linhas entre o Grande Méier, a Tijuca e o Centro — com melhor IQT, seguida pela Viação Novacap (que opera linhas entre as Zonas Norte e Oeste), assim como a Viação Ideal, que presta serviços que ligam a Ilha do Governador a outras partes da cidade.
Já entre as piores colocações estão a Expresso Pégaso, líder do consórcio Santa Cruz, com linhas majoritariamente na Zona Oeste, com uma dívida de R$ 94,8 milhões com a União; seguida pela Transportes Vila Isabel, que opera linhas entre Vila Isabel e a Zona Sul, com dívidas de R$ 53,5 milhões — ambas em recuperação judicial —; e com a Paranapuan na lanterna, com dívida de R$ 153, 7 milhões.
O IQT leva em conta a idade da frota, regularidade nos serviços, número de infrações, funcionamento do ar-condicionado, assim como as avaliações de passageiros no portal 1746.
