A pressão política sobre Gianni Infantino ganhou novos contornos nesta segunda-feira. Depois de a Federação Galesa de Futebol (FAW) anunciar a retirada do apoio à candidatura do dirigente suíço para um novo mandato na presidência da Fifa, a Federação Inglesa (FA) também decidiu revogar o respaldo que havia dado à reeleição do atual presidente da entidade para o ciclo de 2027 a 2031.
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As decisões ocorrem poucos dias após o fracasso do projeto da Fifa de criar a Fifa Forward Enterprise (FFE), subsidiária responsável pelos direitos comerciais das principais competições da entidade, incluindo a Copa do Mundo. O plano previa a venda de cerca de 20% da nova empresa a investidores privados, em uma operação que poderia captar até US$ 4,2 bilhões (cerca de R$ 22,8 bilhões).
A proposta foi abandonada após forte resistência de confederações e federações nacionais, desencadeando a maior crise política enfrentada por Infantino desde que assumiu a presidência da Fifa, em 2016.
A Federação Inglesa havia manifestado apoio ao dirigente suíço por meio de uma carta enviada no fim de junho. Agora, porém, decidiu formalizar a retirada desse respaldo, em linha com o comunicado divulgado no último sábado, no qual defendia “uma revisão completa e robusta da liderança e da governança da Fifa para garantir que o futebol mundial seja administrado com transparência”.
O País de Gales foi a primeira associação nacional a romper oficialmente com Infantino. Em comunicado, a Federação Galesa afirmou que o presidente da Fifa perdeu sua confiança para continuar liderando a entidade.
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“As recentes falhas na boa governança, nos processos, na liderança, nos valores, na gestão das partes interessadas, na comunicação e no bom senso nos levaram a uma situação em que o Sr. Infantino perdeu a confiança da FAW para permanecer no comando do futebol mundial.”
A entidade acrescentou que “não colocar os melhores interesses do futebol em primeiro lugar é uma falha que não podemos aceitar”.
O desgaste de Infantino já havia sido exposto no último sábado, quando Uefa e Concacaf divulgaram comunicados afirmando que perderam a confiança na liderança do presidente da Fifa em razão da condução do projeto comercial.
A Uefa também anunciou que determinou a preservação de documentos relacionados ao plano, incluindo e-mails, mensagens e atas de reuniões, e estuda possíveis medidas legais contra a Fifa. A entidade europeia entende que a proposta foi conduzida sem transparência e provocou uma ruptura na governança do futebol internacional.

