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Investigação da UE contra Meta por restrição a chatbots de IA no WhatsApp inspira denúncias similares no Brasil. Entenda a ‘treta’

BRCOM by BRCOM
dezembro 5, 2025
in News
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Prédio da Meta, dona do Facebook, Instagram e Whatsapp, nos EUA — Foto: Bloomberg

A Meta, dona do WhatsApp, entrou na mira da União Europeia (UE) depois das mudanças anunciadas nos termos de uso da versão corporativa do aplicativo, o WhatsApp Business. A Comissão Europeia abriu na quinta-feira uma investigação antitruste para apurar se a nova política, anunciada em 15 de outubro, pode prejudicar a concorrência ao restringir a operação de chatbots de inteligência artificial (IA) de uso geral na plataforma.

A mudança também preocupa empresas que atuam no Brasil, e duas delas já acionaram o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

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Os novos termos da Meta visam proibir o uso da ferramenta de negócios por provedores terceiros, nos casos em que a IA é o principal serviço oferecido por essas empresas no aplicativo de mensagens.

A Comissão Europeia, braço executivo da UE, disse estar preocupada que essas novas políticas possam impedir que fornecedores rivais de IA ofereçam seus serviços empresariais pelo WhatsApp na Europa, reduzindo a concorrência no mercado de assistentes virtuais na UE.

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Várias empresas de bots conversacionais de IA operam dentro do WhatsApp Business, executando tarefas como responder a perguntas, criar textos, organizar informações ou auxiliar no atendimento ao cliente. Mas, com a nova política, há risco de apenas a própria ferramenta da Meta, chamada de Meta AI, continuar acessível.

Este chatbot está integrado à interface do WhatsApp desde março deste ano na Europa. Ele também funciona no Brasil. A regra prevê que a restrição para prestadores já ativos entre em vigor em 15 de janeiro. Para novos chatbots, a proibição já está em vigor desde o anúncio, em 15 de outubro.

No Brasil, essa mudança de política fez com que as startups Luzia (espanhola) e Zapia (uruguaia), que operam chatbots de IA dentro do WhatsApp, pedissem ao Cade uma medida preventiva para suspender temporariamente a atualização dos termos do aplicativo.

Segundo as empresas, a nova regra inviabiliza totalmente seu modelo de negócios, já que elas dependem da interface do WhatsApp para funcionar.

Prédio da Meta, dona do Facebook, Instagram e Whatsapp, nos EUA — Foto: Bloomberg

No documento, enviado em 21 de novembro, elas afirmam que, se o Cade não adotar uma medida imediata, ao menos deve abrir um inquérito administrativo para investigar uma possível infração à concorrência por parte da Meta.

Também pedem, em última instância, que a Meta seja obrigada a garantir acesso amplo e não excludente ao WhatsApp para empresas provedores de IA, além da possibilidade de aplicação de multa.

A Superintendência-Geral do Cade, que analisa o pedido feito pela Zapia e Luzia, pediu inicialmente para que a Meta se manifestasse sobre o teor da denúncia, com apresentação de informações e documentos relevantes, até o próximo dia 8.

Em resposta, advogados da Meta pediram que o prazo fosse estendido em mais 15 dias. O Cade, porém, concedeu uma prorrogação apenas até 15 de dezembro.

Na Europa, caso a Comissão conclua que os novos termos são abusivos e impedem o acesso da concorrência ao WhatsApp, a Meta pode ser enquadrada em violações das regras antitruste. A multa pode chegar a 10% da receita anual global. A Meta agora será obrigada a apresentar soluções para atender às preocupações dos reguladores.

A comissária antitruste da UE, Teresa Ribera, afirmou na quinta-feira, em entrevista coletiva, que não descarta determinar a suspensão das novas regras para o WhatsApp no bloco.

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  • ‘Pressão’ nos sistemas
      • Investigação da UE contra Meta por restrição a chatbots de IA no WhatsApp inspira denúncias similares no Brasil. Entenda a ‘treta’

‘Pressão’ nos sistemas

Em nota, um porta-voz do WhatsApp afirmou à Bloomberg News que as acusações da UE “são infundadas”. A empresa argumenta que o uso de chatbots de IA de terceiros na plataforma “impõe uma pressão severa” sobre sistemas que “não foram projetados” para esse tipo de operação. E afirma que “o mercado de IA é altamente competitivo e os usuários podem acessar serviços alternativos de diversas formas”, como lojas de aplicativos, buscadores, parcerias e sistemas operacionais.

O analista da Bloomberg Intelligence Tamlin Bason avalia que a investigação da UE “provavelmente almeja um acordo rápido”, que obrigue a Meta a preservar a concorrência no ecossistema do WhatsApp.

Os reguladores da Itália já investigavam um possível abuso de posição dominante pela Meta na IA do WhatsApp.

Com informações da Bloomberg News

Investigação da UE contra Meta por restrição a chatbots de IA no WhatsApp inspira denúncias similares no Brasil. Entenda a ‘treta’

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