Com a morte de Robert Redford aos 89 anos, confirmada pelo “New York Times”, voltou à tona uma declaração marcante de Jane Fonda sobre os bastidores da parceria com o astro. Em 2023, durante sua participação no Festival de Cannes, a vencedora de dois Oscars falou com franqueza sobre a relação complexa com o ator ao longo dos anos em que dividiram o set.
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Os dois trabalharam juntos em quatro longas-metragens, incluindo o mais recente, “Nossas Noites” (2017), além de “Caçada Humana” (1966), “Descalços no Parque” (1967) e “O Cavaleiro Elétrico” (1979). Fonda relembrou que, embora a química entre os personagens fosse evidente nas telas, nos bastidores o clima nem sempre era dos mais leves.
“Ele não gostava de beijar durante as gravações”, revelou Fonda, que tem hoje 87 anos. “Ele estava sempre mal-humorado, e eu achava que a culpa era minha”, comentou. A artista contou que só com o tempo percebeu que o comportamento arredio de Redford não tinha relação com ela. “Acho que já tinha uns 80 anos quando entendi que havia evoluído. Quando ele aparecia no set com horas de atraso e de cara fechada, eu finalmente sabia: o problema não era comigo.”
Apesar das dificuldades, Fonda destacou que havia uma conexão artística verdadeira entre os dois. “Sempre nos divertimos juntos”, garantiu. Ainda em tom bem-humorado, relembrou uma entrevista de 2017 em que falava sobre a química romântica com o colega: “Vivo para fazer cenas de sexo com ele”, disse na época. “Ele não é fã dessas cenas, mas beija muito bem.”
Contudo, a percepção sobre Robert variava entre seus colegas. Meryl Streep, que contracenou com o ator no aclamado “Entre Dois Amores” (1985), um clássico do cinema romântico, vencendo sete Oscars, trouxe uma visão oposta à de Fonda. Em entrevista, a atriz revelou ter se apaixonado por ele durante as filmagens e destacou a sensibilidade de Redford nas cenas românticas.
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Ao lembrar da icônica cena no qual o personagem de Redford lava os cabelos da protagonista, Streep descreveu o momento como profundamente íntimo e comovente. “Já vimos tantas cenas de pessoas fazendo amor, mas nunca uma com tanto amor e delicadeza”, afirmou. Para ela, a performance do artista foi “sutil e perfeita”, contrariando críticas da época que consideraram sua atuação contida demais.
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