No primeiro ato da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a primeira-dama Rosângela “Janja” da Silva fez um discurso direcionado às mulheres e homenageou Marisa Letícia, ex-esposa de Lula, morta em 2017 após um AVC.
Janja afirmou que Dona Marisa, junto a outras mulheres que não estavam no “chão da fábrica” em 1979, desempenhou um papel essencial nos bastidores, servindo de “alicerce” para que seus maridos pudessem lutar por melhores salários e dignidade sob a liderança de Lula.
— Essas mulheres lideradas por dona Marisa foram uma força importante e são pouco lembradas. Sem a presença delas, presidente, talvez essa história toda tivesse sido diferente. A estrela da nossa bandeira, do nosso partido, traz à nossa memória o cuidado e o carinho de dona Marisa; foi ela quem bordou a primeira bandeira do PT e é a ela que eu dedico toda a minha admiração — disse Janja no discurso.
Recentemente, Janja declarou numa entrevista que o Brasil nunca teve uma primeira-dama tão ativa, algo que foi lido por críticos como desprezo em relação à Marisa Letícia. Na guinada de discurso, Janja ressaltou que as mulheres, lideradas por Marisa, foram uma força importante, mas são frequentemente esquecidas pela história oficial — e sugeriu que, sem a presença delas, a trajetória política de Lula e do país poderia ter sido diferente.
Analistas políticos e biógrafos destacam que Janja possui um perfil oposto ao de Marisa Letícia, que tinha uma atuação mais reservada e focada nos bastidores e na estrutura familiar, embora tenha sido fundamental na fundação do PT e na organização das primeiras campanhas de Lula.
Após a homenagem a Marisa, Janja convidou o cantor gospel Kleber Lucas para uma das músicas de campanha, em um aceno aos evangélicos, grupo que registra alta rejeição ao candidato petista

