Os jogadores do Botafogo utilizarão neste domingo uniformes com números “quebrados” — literalmente. A ação que será realizada durante a partida contra o Cruzeiro, pela 18ª rodada do Brasileirão, no Nilton Santos, serve como alerta para a violência contra a mulher, ao representar radiografias de ossos quebrados de vítimas de agressões físicas.
A campanha que altera o desenho das numerações integra o projeto “A Hora Delas” foi criada em parceria com a agência Owly. O objetivo é transformar o uniforme em um símbolo de empatia, conscientização e combate à violência. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025, uma mulher é vítima de violência no Brasil a cada dois minutos.
A ação “Números Quebrados” ainda faz parte do Agosto Lilás, mês de conscientização pelo fim da violência contra a mulher, e conta com apoio da Secretaria de Estado da Mulher do Rio de Janeiro e da Prefeitura do Rio de Janeiro.
— Criamos o projeto “A Hora Delas” para ampliar o protagonismo feminino e dar voz às mulheres, dentro e fora do futebol. No mês do Agosto Lilás, levamos essa luta para o campo com a campanha ‘Números Quebrados’, uma mensagem urgente e necessária. Neste jogo, os números nas costas não representam apenas os nossos jogadores, eles também carregam a dor de milhares de mulheres. É uma forma de dar visibilidade ao que tantas vezes é invisível — afirma Paula Young, Head de Ativações do Botafogo e idealizadora do projeto.
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As camisas utilizadas pelos atletas do Botafogo no jogo contra o Cruzeiro serão leiloadas, com 100% da renda revertida para projetos que atuam diretamente na prevenção e combate ao feminicídio. Esta ação acontecerá através da plataforma internacional Match Worn Shirt.
— Transformamos os números, um dos maiores símbolos do futebol, em um grito visual. Essa campanha fala por todas as mulheres que já foram caladas mesmo diante de tanta dor e medo. Queremos que ao olhar para a camisa, os torcedores também se voltem para essa causa que é tão urgente. E desejamos que essa ação inspire clubes, torcidas e toda a sociedade a não ignorarem mais os números da violência contra a mulher — destaca Aline Alves, diretora da agência Owly e uma das idealizadoras da campanha.