O mais recente título da franquia de videogames “Call of Duty”, que retrata uma invasão norte-coreana em larga escala à Coreia do Sul, lidera a lista de vendas no país, em um momento de tensões crescentes entre as duas nações. Seu lançamento, na sexta-feira, ocorreu após uma explosão na fortemente vigiada Zona Desmilitarizada (DMZ) que divide as duas Coreias, incidente no qual três soldados sul-coreanos ficaram feridos.
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“Call of Duty: Modern Warfare 4”, a edição mais recente da franquia mundialmente famosa, desenrola-se em um contexto de tensões entre os Estados Unidos e a Rússia. O jogo apresenta várias narrativas paralelas: um esquadrão de soldados americanos e sul-coreanos lutando pela sobrevivência, um ex-soldado movido por vingança e uma disputa de poder em torno de um novo líder norte-coreano.
A nova edição despertou enorme interesse na Coreia do Sul e liderou as vendas, tanto globalmente quanto no mercado sul-coreano, na Steam — uma das principais plataformas de videogames do mundo. Jogadores na Coreia do Sul celebraram o lançamento; alguns chegaram a publicar mensagens em redes sociais com slogans como “exterminar o comunismo”.
“Chorei muito jogando; quase fiquei desidratado. O jogo me lembrou muito meu avô, que lutou na Guerra da Coreia”, escreveu no Threads o usuário identificado como b_yeol_t.
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Por outro lado, o jogo também tem sido alvo de críticas por transformar a complexa história entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul em entretenimento.
O título levanta “a questão sobre se é apropriado […] apresentar a tragédia da Guerra da Coreia e o atual antagonismo entre o Sul e o Norte como algo a ser consumido como entretenimento”, comentou Kim Sung-jae, presidente do Centro para a Paz Kim Dae-jung, em um artigo de opinião publicado em setembro.
Jogo que simula invasão norte-coreana lidera vendas na Coreia do Sul
