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novembro 1, 2026
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Justiça dos EUA rejeita pedido do governo Trump para barrar resultados da eleição para o Senado no Alasca

Por · novembro 1, 2026
Justiça dos EUA rejeita pedido do governo Trump para barrar resultados da eleição para o Senado no Alasca


Uma juíza federal rejeitou uma ação movida pelo Departamento de Justiça dos EUA para barrar a confirmação dos resultados da disputa por uma vaga no Senado no Alasca caso o candidato apoiado pelo presidente Donald Trump perca. Segundo a Casa Branca, a presença de um desafiante com o mesmo nome do republicano pode confundir os eleitores e ajudar a postulante democrata. Foi a terceira derrota do governo nos tribunais em cerca de 48 horas, em uma tentativa final de judicializar eleições nas quais os governistas podem sofrer uma dura derrota.
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O Departamento de Justiça apontou para a possibilidade de muitos eleitores que gostariam de votar no senador Daniel S. Sullivan, apoiado por Trump, se confundirem e votarem no independente Daniel J. Sullivan, derrotado nas primárias republicanas. Caso o senador perca para a democrata Mary Peltola, como as pesquisas dizem ser provável, o departamento quer condicionar a divulgação dos resultados finais a uma investigação para definir se houve confusão nas urnas.
Na decisão, a juíza Sharon Gleason afirmou que o governo não apresentou um “plano viável” para resolver o suposto problema, e que o sigilo do voto impede um inquérito do tipo.
“A ausência de qualquer explicação por parte dos Estados Unidos sobre como a medida pleiteada poderia reparar o suposto dano, mantendo, ao mesmo tempo, o sigilo do voto, é reveladora”, escreveu Gleason. “Em suma, o Tribunal não pode conceder aos Estados Unidos a medida que eles buscam.”
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Em comunicado, o Departamento de Justiça disse que vai recorrer.
“O tribunal arquivou o caso por questões processuais, mas não contestou o argumento dos Estados Unidos de que Daniel J. Sullivan (também conhecido como ‘Dan Chamariz’) entrou na disputa como um candidato sem seriedade, com o objetivo de confundir os eleitores”, diz o texto.
Professor aposentado e que recebeu apenas 2,5% dos votos nas primárias, Daniel J. Sullivan se tornou um protagonista inesperado na disputa que pode ajudar os democratas a retomarem o controle do Congresso. Há alguns meses, a Justiça do Alasca permitiu que ele concorresse, apesar do nome semelhante ao do rival republicano, afirmando que as cédulas diferenciariam os dois.
Ao invés de votar em apenas um nome, os eleitores no estado escolhem seus favoritos em ordem de preferência, um modelo que é questionado há anos. Em entrevista à Fox News, o governador Mike Dunleavy, republicano conservador, afirmou que “não estaríamos tendo esta conversa se não tivéssemos o sistema de votação por ordem de preferência”.
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Na semana passada, em mais um elemento para a crise, o New York Times afirmou que a campanha democrata teria recrutado Daniel J. Sullivan para concorrer e tirar votos dos republicanos. Mary Peltola e a cúpula do partido negam as alegações, e entraram como partes interessadas em um processo aberto pelo governo do Alasca sobre o caso. O FBI, a polícia federal americana, também ampliou as investigações, mas juristas consideram que o suposto recrutamento deliberado de um candidato independente não necessariamente é ilegal.
Na sexta-feira, uma juíza federal impôs outra derrota ao governo Trump ao proibir que o Departamento de Justiça intimide autoridades eleitorais que não cumpram exigências relacionadas a investigações sobre a suposta presença de imigrantes em situação irregular nas listas de eleitores. Na ordem, Trina Thompson, de San Francisco, afirma que “uma das características fundamentais de uma eleição justa é a liberdade de exercer o direito ao voto, sem ameaças, medo ou intimidação”, e que “o livre exercício do direito ao voto é um pilar central da nossa democracia. Ele exige proteção”.
No mesmo dia, um tribunal de apelações da Califórnia rejeitou um pedido da Casa Branca para que 20 mil cédulas de votação por correio fossem separadas por suspeitas de que seriam enviadas para pessoas que não são cidadãs americanas.

Justiça dos EUA rejeita pedido do governo Trump para barrar resultados da eleição para o Senado no Alasca