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outubro 17, 2026
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Kiev ganha primeiro abrigo antiaéreo, depois de mais de 4 anos de guerra e ataques russos

Por · outubro 16, 2026
Kiev ganha primeiro abrigo antiaéreo, depois de mais de 4 anos de guerra e ataques russos


Kiev ganhou nesta sexta-feira o primeiro abrigo antiaéreo. A estrutura de concreto foi instalada em uma importante via da capital ucraniana, próximo a um ponto de ônibus. O abrigo tem 10 assentos e espaço para uma cadeira de rodas. A medida de proteção, que acontece mais de 4 anos depois do início da guerra na Ucrânia, provocou comentários sarcásticos de autoridades e do público das redes sociais, segundo a agência de notícias AFP.
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“Em Kiev está sendo instalado o primeiro abrigo móvel perto de um ponto de transporte público”, informou em um comunicado a administração da capital ucraniana, que também divulgou fotos da estrutura. A prefeitura informou que outros 14 abrigos serão construídos no futuro, mas não disse quando isso será feito.
O objetivo do abrigo é “proteger temporariamente a população” durante os alertas aéreos. Atualmente, os moradores da capital buscam proteção no metrô, em porões e estacionamentos.
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O presidente Volodimir Zelensky, que mantém uma relação conflituosa com o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, critica repetidamente a falta de preparo da capital ucraniana. E, recentemente, também criticou a demora na implementação de medidas para o inverno.
Críticas irônicas
A instalação do abrigo provocou comentários irônicos de autoridades e do público nas redes sociais. A demora na construção é a principal crítica.
O deputado Yaroslav Yurchishin afirmou que “por enquanto, há apenas um abrigo desse tipo… É melhor não esperar o ônibus em outros pontos, porque, nesse ritmo, só vão começar a construir o segundo daqui a cinco anos”.
No Facebook, um usuário identificado como Ivan Tijenko, também ironizou a iniciativa: “O primeiro abrigo móvel, quando a guerra passa de quatro anos. Ele pode receber dez pessoas… Parabéns, fico sem palavras”, publicou.
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Segurança é ainda uma preocupação
Segundo Arthur Erken, diretor regional da Organização Internacional para as Migrações para a Europa e a Ásia Central, milhões de ucranianos que voltaram para suas casas após fugir dos combates arriscam terem que se deslocar novamente neste inverno.
— Para milhões de ucranianos, a questão já não é apenas se podem voltar para as suas casas, mas se podem permanecer lá com segurança. As condições atuais dificultam essa possibilidade — declarou Erken, nesta sexta-feira, de acordo com a AFP.
Para a OIM, os danos às residências, os sucessivos ataques à estrutura energética e as despesas elevadas com o aquecimento têm motivado inúmeras famílias a considerar a possibilidade de deixar suas casas e buscarem outros lugares para viver.

Kiev ganha primeiro abrigo antiaéreo, depois de mais de 4 anos de guerra e ataques russos