Novas imagens publicadas pela imprensa estatal norte-coreana nesta sexta-feira mostram o líder Kim Jong-un ajoelhado diante das fotos dos soldados do seu país que morreram lutando pela Rússia contra a Ucrânia, além de momentos em que abraça, emocionado, um militar que retornou do conflito.
- Após reunião no Alasca: Trump defende acordo de paz na Ucrânia, e não mais cessar-fogo, se alinhando a Putin
- Declarações de Sergei Lavrov: Chanceler russo diz que, sem a Rússia, conversas sobre garantias de segurança à Ucrânia ‘não levarão a lugar algum’
As imagens da cerimônia mostram Kim entregando medalhas, colocando as peças ao lado das fotos dos mortos e consolando os soldados que retornaram, enquanto as autoridades de Pyongyang aclamavam os militares como “heróis” que sacrificaram sua juventude e suas vidas.
As agências de inteligência sul-coreanas e ocidentais afirmaram que a Coreia do Norte enviou mais de 10.000 soldados à Rússia em 2024, principalmente para a região de Kursk, além de munições, mísseis e sistemas de foguetes de longo alcance.
Segundo Seul, quase 600 soldados norte-coreanos morreram e milhares ficaram feridos lutando por Moscou. Durante a cerimônia, que aconteceu na sede do Partido dos Trabalhadores em Pyongyang, fotos dos militares mortos foram posicionadas no palco.
Kim elogiou as tropas “admiráveis que voltaram para casa com grande honra” depois de suportar “a chuva de balas e bombas da guerra de vida ou morte em terra estrangeira”, informou a agência oficial de notícias KCNA.
- Em reunião na Casa Branca: Há chance de pôr fim à guerra na Ucrânia e de uma paz de longo prazo, diz Trump com Zelensky
Em uma das imagens divulgadas pela agência estatal, o líder norte-coreano abraça um soldado, que apoia o rosto no peito do dirigente. A agência também divulgou uma foto que mostra Kim ajoelhado diante da foto de um militar falecido.
Kim concedeu o título de “herói da RPDC (Coreia do Norte)” aos comandantes que lutaram em operações no exterior e “realizaram façanhas distintas”, segundo a KCNA.
A Coreia do Norte só confirmou em abril que havia enviado tropas para apoiar a guerra da Rússia na Ucrânia e admitiu que soldados morreram em combate.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reuniu com os presidentes da Rússia e da Ucrânia nos últimos dias em uma tentativa de encerrar o conflito, mas desde então foram registrados poucos avanços concretos.