A lista de procedimentos estéticos que ganham fama depois de aparecer nas redes de celebridades acaba de ganhar um novo nome. O XERF, uma tecnologia de radiofrequência desenvolvida na Coreia do Sul, chamou atenção depois que Kim Kardashian compartilhou sua experiência com o tratamento. Priyanka Chopra também publicou registros relacionados ao procedimento, ampliando a repercussão em torno da novidade.
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A tecnologia faz parte de uma categoria já conhecida na dermatologia estética: a radiofrequência. A diferença está na combinação de duas frequências de energia, que permite trabalhar diferentes profundidades dos tecidos. O objetivo é provocar um aquecimento controlado e estimular processos relacionados à remodelação do colágeno.
A novidade começa a aparecer no Brasil em um cenário no qual procedimentos não invasivos ou pouco invasivos ganharam espaço entre quem busca tratar sinais de flacidez sem recorrer imediatamente à cirurgia. Mas a popularidade nas redes não é, por si só, um indicativo de eficácia ou de que o procedimento seja adequado para qualquer pessoa.
XERF: o que saber sobre o tratamento de pele que ganhou fama com Kim Kardashian
Reprodução Instagram
Como funciona?
A radiofrequência utiliza energia para aquecer camadas específicas dos tecidos. No caso dessa tecnologia, a combinação de duas frequências permite alcançar planos diferentes durante a mesma aplicação.
A expectativa é que o estímulo térmico desencadeie uma resposta de remodelação do colágeno, com efeitos que aparecem de maneira gradual. Não se trata, portanto, de um resultado equivalente ao de um lifting cirúrgico, e a resposta pode variar conforme as características de cada paciente.
A aplicação não envolve agulhas e, segundo as informações disponíveis sobre o procedimento, não exige um período prolongado de recuperação. Ainda assim, isso não significa que a experiência seja igual para todos. Sensação de calor, desconforto e vermelhidão podem ocorrer, dependendo dos parâmetros utilizados e da sensibilidade individual.
A preocupação com a perda de volume
Quando uma tecnologia térmica atua em diferentes profundidades, uma das dúvidas que costuma surgir é sobre o impacto nos tecidos mais profundos do rosto. A preocupação é especialmente relevante para quem já apresenta perda de volume facial ou deseja preservar a estrutura da face durante um tratamento para flacidez.
Por isso, a escolha da área, da profundidade e da intensidade deve ser individualizada. A anatomia do rosto varia de uma pessoa para outra, assim como a espessura dos tecidos e os objetivos de cada tratamento.
Outro ponto é não confundir visibilidade com comprovação. A presença do procedimento na rotina de celebridades pode aumentar o interesse do público, mas não significa que ele seja necessariamente superior às outras tecnologias de radiofrequência disponíveis.
O que esperar do tratamento?
Os resultados aparecem de forma gradual e variam de acordo com características como idade, qualidade da pele e grau de flacidez. Em casos de excesso de pele ou flacidez mais acentuada, a radiofrequência também não substitui necessariamente uma cirurgia. A indicação depende do que se pretende tratar e das características de cada rosto.
No Brasil, o tratamento ainda está disponível em poucas clínicas. A novidade chega em um momento de crescente interesse por procedimentos que prometem tratar os sinais do envelhecimento sem cirurgia, mas a repercussão internacional não deve ser confundida com uma garantia de resultado.
A fama conquistada nas redes ajuda a explicar por que a tecnologia despertou tanta curiosidade. Mas, quando o assunto é procedimento estético, o que funciona para Kim Kardashian não necessariamente faz sentido para outra pessoa. Mais do que seguir a próxima novidade, a escolha passa por entender o que a própria pele precisa.

