Uma descoberta incomum chamou a atenção de pescadores e cientistas marinhos nos Estados Unidos: uma lagosta com coloração perfeitamente dividida entre marrom e laranja foi encontrada na costa de Cape Cod, em Massachusetts. Considerado um fenômeno “extraordinariamente raro”, o animal foi capturado por uma equipe a bordo do barco Timothy Michael, operado pela Wellfleet Shellfish Company, na última quinta-feira.
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As imagens divulgadas pela empresa nas redes sociais mostram o crustáceo com uma divisão nítida de cores, o que levou a comparações com um “rosto duplo”. “Extraordinariamente raro”, afirmou a companhia na publicação, acrescentando: “Lagostas divididas como esta são extraordinariamente raras”.
Em entrevista à revista Popular Science, o diretor de operações da empresa, Dan Brandt, destacou a decisão de preservar o animal. “Quando algo tão raro chega aos nossos cais, vemos como parte do nosso papel compartilhá-lo com a comunidade em geral — o Woods Hole Science Aquarium foi o destino perfeito para esta lagosta sortuda”, disse.
Especialistas apontam que a coloração incomum pode estar ligada a condições biológicas complexas, como mosaicismo genético ou ginandromorfismo — quando um organismo apresenta características tanto masculinas quanto femininas. Irregularidades na produção de pigmentos durante o desenvolvimento também podem gerar esse tipo de aparência, segundo relatos locais.
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Em vez de ir parar em um prato, a lagosta foi doada ao Woods Hole Science Aquarium, onde será estudada e, futuramente, exibida ao público após a conclusão de reformas previstas para 2027. Por enquanto, o animal está sob cuidados de uma equipe do Marine Biological Laboratory, ligado à Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), também em Massachusetts.
A bióloga do aquário Julia Studley ressaltou o valor educativo da descoberta: “Este animal não é apenas fascinante de se observar, mas também serve como um grande lembrete de quão intrincados são os mecanismos genéticos e de quanto devemos a eles pela diversidade que vemos no mundo ao nosso redor”.
Em publicação nas redes sociais, os pescadores celebraram o achado: “Uma captura em 50 milhões”.
Eles explicaram que, em vez de seguir para o mercado, a lagosta teve um destino especial. “A Wellfleet Shellfish Company tem orgulho de doar esta rara beleza ao Woods Hole Science Aquarium, onde ela será exibida ao público de perto assim que o local reabrir”.
O texto também detalha que o animal está sendo cuidado enquanto o aquário passa por reformas e reforça a raridade do fenômeno: “Por enquanto, ela está sendo cuidada pela equipe do Marine Biological Laboratory da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), em Woods Hole, Massachusetts, enquanto o aquário passa por reformas”.
A publicação ainda explica a origem do fenômeno: “Lagostas divididas como esta são extraordinariamente raras — causadas por variações genéticas únicas que criam sua impressionante coloração meio a meio”.
A captura, segundo os pescadores, reforça a importância do trabalho no mar: “Momentos como este são o motivo pelo qual fazemos o que fazemos: apoiar nossa comunidade pesqueira, proteger o oceano e compartilhar suas maravilhas com todos”.
Transformada de potencial refeição em objeto de estudo, a lagosta agora simboliza não apenas uma curiosidade da natureza, mas também um lembrete da diversidade e imprevisibilidade dos oceanos.

