O Instituto Médico Legal (IML), apontou como causa da morte do advogado carioca Pedro Ely Cordeiro dos Santos, de 43 anos, encontrado sem vida na Zona Oeste da capital paulista no mês passado, uma mistura de bebida alcoólica com um anestésico. Pedro Ely estava em São Paulo a trabalho e hospedado na Vila Olímpia. Na noite anterior ao crime, ele saiu com um amigo para assistir a partidas da Copa do Mundo na Vila Madalena.
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Câmeras de monitoramento flagraram a vítima acompanhada de um homem de boné branco cerca de 40 minutos antes de o corpo ser localizado em Pinheiros. Investigações indicam que Pedro foi vítima do golpe “boa noite, cinderela” e foi atraído até um bar da zona oeste da capital paulista para ser roubado.
O caso é investigado por meio de inquérito policial pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). A Polícia Civil representou pela prisão de um suspeito, e o pedido foi deferido pela Justiça. Diligências são realizadas para localizar e capturar o homem.
Pouco antes de ser encontrado morto, advogado havia entrado acompanhado em adega em SP
Às 2h50 daquela madrugada, imagens de uma adega na Rua Aspicuelta mostram Pedro comprando bebidas ao lado do suspeito de boné branco, homem que a polícia confirma não ser o amigo que começou a noite com ele. Cartões da vítima foram utilizados no estabelecimento. Pouco tempo depois, às 3h30, o advogado foi achado caído na Rua Fradique Coutinho, a poucas quadras do local.
Carro suspeito e apelos ao Samu
A reconstituição dos fatos também se debruçou sobre o relato de testemunhas, que afirmam que Pedro teria sido deixado por um veículo no ponto exato onde faleceu. O Samu chegou a receber três chamados de socorro para prestar atendimento ao advogado na calçada — onde testemunhas relataram tê-lo visto passar mal e vomitar.
Como Pedro Ely estava sem documentos quando foi localizado pelos policiais militares, o reconhecimento por parte da família no Instituto Médico-Legal (IML) Central só aconteceu quatro dias depois, após ele ter sido dado como desaparecido.
Entenda o caso
Natural do Rio de Janeiro, Pedro estava em São Paulo para compromissos profissionais e se hospedava no Hotel Mercure JK, na Vila Olímpia. Ele havia sido dado como desaparecido por familiares após não retornar ao hotel nem responder a mensagens e ligações.
Segundo o boletim de ocorrência registrado pela irmã da vítima, Pedro saiu na noite de 9 de julho acompanhado de um amigo para assistir às partidas da Copa do Mundo em estabelecimentos da Vila Madalena. Por volta de 0h30, os dois embarcaram em um carro de aplicativo Uber Black na Rua Aspicuelta com destino à Rua Canário, em Moema, onde o amigo desembarcou. A corrida foi encerrada às 0h48.
O plano, segundo o relato do amigo à polícia, era que Pedro solicitasse um segundo carro por aplicativo para seguir até o hotel. No entanto, ele afirmou não saber se o advogado efetivamente deixou o veículo para pedir uma nova corrida ou se permaneceu no automóvel após seu desembarque.
A investigação aponta que, horas depois, Pedro reapareceu na Vila Madalena. O último registro de atividade em seu celular foi uma visualização no WhatsApp às 5h da manhã do dia 10 de julho. Desde então, ele não manteve mais contato com familiares ou amigos.

