O samba vai atravessar gerações em Madureira, neste domingo (16), a partir do meio-dia. Leci Brandão, Arlindinho e Salgadinho são três das atrações do Festival Wakanda in Madureira, que retorna ao Viaduto Prefeito Negrão de Lima para sua 14ª edição.
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Com oito anos de história, o festival já reuniu mais de 35 mil pessoas e se consolidou como um dos eventos culturais da Zona Norte. A programação inclui atividades formativas, exposições e ações voltadas à diversidade, à inclusão e à educação antirracista.
— O Wakanda nasceu para afirmar que a cultura negra é protagonista da construção do Brasil. Ao longo desses oito anos, mostramos que ocupar os espaços públicos com arte, conhecimento e ancestralidade também é uma forma de transformação social. Ver milhares de pessoas fazendo parte dessa história reforça que estamos construindo um legado de pertencimento, autoestima e fortalecimento da nossa identidade — diz Jonathan Raymundo, um dos idealizadores do festival.
Entre as músicas que fazem parte do repertório dos artistas estão “Tu mandas no meu coração”, “Pra nunca mais dizer adeus” e “Só pedindo bis”, de Salgadinho; “Sem ataque, sem defesa”, “Nos braços da batucada” e “Não tão menos semelhante”, de Arlindinho; e “Maria de um só João” e “Luz do teu olhar”, de Leci Brandão.
Além dos shows, o público poderá participar de atividades no Espaço Quilombinho, voltado ao fortalecimento da identidade infantil. O evento terá ainda uma exposição de artes visuais com foco na estética decolonial e afrofuturista, além de atividades literárias dedicadas ao pensamento intelectual negro contemporâneo, incluindo lançamentos de livros e rodas de troca de saberes.
— O Wakanda In Madureira se propõe a celebrar as conquistas do povo negro nas artes, na economia e na sociedade, ao mesmo tempo em que amplia o debate sobre os desafios impostos pelo racismo, pelo machismo e por outras formas de desigualdade — afirma Dandara Barbosa, coidealizadora do evento.
A iniciativa busca fortalecer a cidadania, a saúde mental, a diversidade e a inclusão por meio da cultura, valorizando a história da população negra e a cultura afro-brasileira.
Os ingressos (R$ 15) estão à venda pela Sympla.
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