
Diante da Princesa de Gales e sobre a grama sagrada inglesa, Linda Noskova fez história. Aos 21 anos, a tcheca conquistou, neste sábado, seu primeiro título em Wimbledon ao derrotar a compatriota Karolina Muchova por 2 sets a 1. O troféu também representa o primeiro Grand Slam da carreira da jovem, que estreou no circuito profissional em 2019 e confirma sua rápida ascensão entre as principais tenistas do mundo.
Noskova começou a decisão em ritmo intenso e dominou completamente o primeiro set. A jovem de 21 anos foi agressiva desde os primeiros pontos. Com duas quebras de serviço e poucas oscilações, a número 12 do mundo controlou a parcial do início ao fim e fechou em 6/2, dando a impressão de que caminharia para uma vitória tranquila em sua primeira final de Grand Slam.
Karolina Muchova segurou cinco match points de Noskova no segundo set e chegou a empatar a partida
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O segundo set, no entanto, teve um roteiro completamente diferente. Depois de novamente sair em vantagem e ficar muito perto do título, Noskova viu a experiência de Muchova aparecer nos momentos decisivos. A tcheca de 29 anos salvou cinco match points, suportou a pressão e a recuperação culminou na vitória por 7/5 na segunda parcial, levando a final para o terceiro set e transformando a decisão em um duelo de superação e resistência.
No terceiro set, o domínio de Noskova parecia se consolidar ao abrir três games de diferença, mas viu, mais uma vez, Muchova reagir. Apesar da competitividade da compatriota, ela conseguiu encerrar o terceiro set em 6/3 e se consagrou campeã pela primeira vez em Wimbledon.
Catarina, princesa de Gales, acompanhou a partida histórica entre Karolina Muchova e Linda Noskova
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Karolina Muchova buscava primeira conquista de Grand Slam da carreira, aos 29 anos
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Linda Noskova, de apenas 21 anos, conquistou um título de Grand Slam pela primeira vez na carreira
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Força da escola tcheca
Antes da final em Wimbledon, as atletas se enfrentaram apenas uma vez como profissionais, no US Open de 2025, quando Karolina Muchova levou a melhor em três sets. Neste sábado, voltaram a ficar frente a frente para protagonizar a primeira final entre tenistas da Tchéquia em um Grand Slam da WTA.
Aos 21 anos, Linda Noskova disputou sua primeira decisão em um dos quatro maiores torneios do tênis. Até então, sua melhor campanha havia sido as quartas de final do Australian Open de 2024. A jovem chegou embalada pela conquista do WTA 500 de Berlim, onde levantou os títulos de simples e duplas. Após a vitória sobre Marta Kostyuk, por duplo 6/4 na semifinal, afirmou que ainda tentava assimilar o tamanho da campanha no All England Club.
— Quando eu era criança, encarava todos os torneios da mesma forma. Nem imaginava o que era preciso para chegar até aqui. Se soubesse o quanto é difícil, mas também o quanto é bonito, faria tudo de novo — disse.
Piso do primeiro título em Grand Slam da carreira, Noskova atribuiu o bom desempenho na grama à adaptação de seu estilo de jogo à superfície. — Acho que estou jogando um grande tênis. Sempre que me sinto bem e relaxada isso aparece mais. Sinto que estou usando muito bem o meu estilo de jogo na grama e isso está dando resultado.
Do outro lado da quadra, Karolina Muchova também buscava o primeiro título de Grand Slam da carreira aos 29 anos. Número 9 do mundo, ela disputou sua segunda final deste nível, após o vice-campeonato de Roland Garros em 2023. A tcheca chegou à decisão embalada pelo título do WTA 500 de Bad Homburg e por uma sequência de dez vitórias consecutivas.
Muito marcada pelos problemas físicos enfrentados nos últimos anos, especialmente no punho esquerdo, Muchova destacou, na véspera da decisão, a satisfação por voltar a competir em alto nível.
— Felizmente, a dor passou. Trabalhamos muito nisso e consegui voltar a jogar plenamente — afirmou a tenista.
As duas finalistas também tiveram campanhas de superação em Wimbledon. Noskova salvou um match point na terceira rodada, diante de Sorana Cirstea, enquanto Muchova escapou da eliminação na semifinal contra Coco Gauff ao salvar um match point no tie-break do terceiro set.
Apesar da rivalidade em quadra, ambas fizeram questão de exaltar a tradição do tênis tcheco. Noskova destacou a qualidade da formação de atletas no país.
— Temos tantas escolas de tênis na República Tcheca. Mesmo sendo um país pequeno, há muitos treinadores excelentes. Tenho muito orgulho do meu país por produzir tantas campeãs — comentou Noskova após a vitória na semifinal.
