
A Lindt & Sprüngli foi processada nos Estados Unidos por um escritório de advocacia voltado à defesa de direitos humanos, que acusa a fabricante suíça de chocolates de promover de forma enganosa seus esforços para combater o trabalho infantil em Gana e na Costa do Marfim, países de onde obtém o cacau utilizado em seus produtos.
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“A Lindt prometeu ao público que está trabalhando para acabar com essa prática abusiva em sua cadeia de suprimentos e avançando em direção ao fornecimento responsável e sustentável de cacau”, afirma a ação judicial apresentada no Tribunal Distrital do Distrito de Columbia pelo escritório International Rights Advocates. “Mas, na realidade, a Lindt continua lucrando com o trabalho infantil enquanto faz muito pouco para evitá-lo”.
Segundo a entidade sediada em Washington, a empresa induz seus consumidores ao erro.
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O International Rights Advocates aponta especificamente para o uso de certificações nas embalagens dos chocolates, que, segundo a ação, apresentam falsamente a Lindt como uma “empresa benevolente que combate o trabalho infantil”.
Empresa nega acusações
Em comunicado, a Lindt negou as acusações, classificando-as como “equivocadas”, e afirmou que alegações semelhantes vêm sendo feitas “pela mesma organização contra muitas outras empresas do setor de chocolates”.
A companhia, sediada em Kilchberg, na Suíça, acrescentou que possui “protocolos para fornecedores e investiga sistematicamente os casos suspeitos de trabalho infantil em sua cadeia de suprimentos”.
A Lindt lançou seu plano de sustentabilidade para 2030 no ano passado. Em junho deste ano, anunciou que todo o seu cacau passará a ser certificado pela Rainforest Alliance Certified. Esse tipo de certificação inclui diretrizes para prevenir e mitigar o trabalho infantil.
Na Suíça, grupos ativistas reuniram assinaturas suficientes no ano passado para reativar um plebiscito que decidirá se empresas multinacionais devem ser responsabilizadas por violações de direitos humanos e danos ambientais cometidos no exterior.
