BRcom - Agregador de Notícias
No Result
View All Result
No Result
View All Result
BRcom - Agregador de Notícias
No Result
View All Result

Luciana Souza traz o jazz jovem dos Estados Unidos em sua volta ao Rio

BRCOM by BRCOM
julho 30, 2025
in News
0
Integrantes da NYO Jazz do Carnegie Hall — Foto: Divulgação

Paulistana de 59 anos, que aos 17 foi morar nos Estados Unidos para estudar composição de jazz no Berklee College of Music, Luciana Souza não lembra bem quanto tempo se passou desde a sua última apresentação no Rio. Um dos grandes nomes brasileiros do jazz — com oito indicações ao Grammy e uma vitória (em 2007, na categoria de álbum do ano, pela participação no disco “River: The Joni Letters”, do pianista Herbie Hancock) — ela volta enfim à cidade esta quinta-feira (31), para apresentação no Theatro Municipal ao lado da NYO Jazz do Carnegie Hall, composta por jovens talentos de de todas as parte dos EUA.

  • Lampião com O GLOBO na mão: A história por trás de um retrato inesperado
  • Vencedora do Grammy e admirada por Barbra Streisand: Laufey acumula 5 bilhões de streams e prepara terceiro álbum

O concerto, marcado para as 19h, que faz parte da série Jazz All Nights, produzida pela Dellarte, terá como bandleader o professor, pianista e organista Reginald “Reggie” Thomas. Ele substitui o diretor da orquestra (e trompetista solista) Sean Jones, que teve de cancelar a viagem em cima da hora por motivos familiares.

— O Carnegie Hall já tinha uma iniciativa parecida com orquestras jovens de música erudita, mas há oito anos começou a banda de jazz, uma big band. E o Sean está nisso desde o começo. Eles já tiveram participações (dos cantores) da Diane Reeves, do Kurt Elling, da Dee Dee Bridgewater… e este ano sou eu a convidada — conta Luciana. — Dou aulas há muito tempo nos Estados Unidos, e acredito no poder transformador da educação musical.

  • Vencedora do Grammy e admirada por Barbra Streisand: Laufey acumula 5 bilhões de streams e prepara terceiro álbum

A brasileira define a NYO Jazz como “o suprassumo dos músicos americanos entre 16 e 19 anos”.

— Tem gente do Texas, do Illinois, da Califórnia, da Georgia… Eles se reúnem duas semanas antes dos concertos e viram tipo um time de futebol. Treinam, treinam, treinam e se tornam uma banda, um time. E tocam uma bola que não dá para te contar! — entusiasma-se Luciana. — Eu os conheci na quinta-feira, em Nova York, quando fizemos o primeiro ensaio, e fiquei assustada. Eram arranjos escritos para mim, mas que eu só toquei com bandas de músicos bem maduros. Tem sempre essa pergunta: “Você acredita que o jazz está bem? O jazz está morto, né?” Vendo essa geração tocar, o interesse, a dedicação, a competência, posso dizer que o jazz está muito bem.

Integrantes da NYO Jazz do Carnegie Hall — Foto: Divulgação

A cantora conta que há um razoável contingente feminino na orquestra: duas saxofonistas, uma trompetista, uma pianista e uma baixista.

— Está um pouquinho menos representado do que eu gostaria. Mas comparando com as big bands do mundo todo, está bem legal — compara. — Apesar de faltar maturidade, eles têm um entendimento do que está faltando, já têm uma consciência. Estão buscando o refinamento, a sofisticação. É muito bonita essa humildade.

No concerto está prevista uma obra inédita do premiado compositor e baterista cubano Dafnis Prieto, descrita pelo New York Times como “um espetáculo de virtuosismo acrobático”, além de peças de Count Basie, John Clayton, Christian McBride, Christine Jensen e outros ícones do gênero. O programa também traz a estreia do primeiro arranjo encomendado a uma ex-integrante da NYO Jazz, a trompetista Janelle Finton.

Na participação de Luciana Souza, acontece, segundo ela, “o casamento da música brasileira com o com o jazz através do repertório de Tom Jobim”, com “Águas de março”, “Corcovado” e o “Samba do avião”. Além dessas, ela canta “Se acontecer” (um xote de Ivan Lins e Lenine) e o “Choro nº 3”, do americano Vince Mendoza.

Filha de Walter Santos (cantor e violonista da bossa nova que iniciou a carreira com o amigo de infância João Gilberto), Luciana começou cantando jingles aos 3 anos em um estúdio de gravações administrado pelos pais. Em 2003, consagrada como jazzista, fez a abertura de um show de João no Hollywood Bowl, em Los Angeles.

Sua mais recente indicação do Grammy foi no ano passado, com “Cometa” (2023), álbum de samba-jazz gravado com paulistano Trio Corrente. O disco rendeu a Luciana a primeira reportagem de capa na revista “Downbeat”, a bíblia do jazz, e um convite do NPR (a rádio pública americana) para gravar um show da série Tiny Desk. Mês passado, ela completou com o Trio uma turnê de duas semanas na Europa.

— Vou fazer um disco no fim do ano com um violonista brasileiro chamado Marcel Camargo, que mora em Los Angeles, com quarteto de cordas e violão. Estou me reencontrando com (os violonistas) Romero Lubambo e Chico Pinheiro. E continuo dando aulas direto, o que me deixa muito presa onde moro (Los Angeles) — relata Luciana, que, apesar dos mil compromissos, garante sempre férias com a família no Brasil.

Luciana Souza traz o jazz jovem dos Estados Unidos em sua volta ao Rio

Previous Post

Quanto vale a ‘trend’? Febre do ‘morango do amor’ leva preço da fruta às alturas, mas há quem pague

Next Post

Com Coutinho e Jardim, lista do Vasco para pegar o CSA tem ‘cria’ que já foi considerado joia

Next Post
Andrey Santos e Riquelme, em foto de 2022 — Foto: Daniel Ramalho/Vasco

Com Coutinho e Jardim, lista do Vasco para pegar o CSA tem 'cria' que já foi considerado joia

  • #55 (sem título)
  • New Links
  • newlinks

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.

No Result
View All Result
  • #55 (sem título)
  • New Links
  • newlinks

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.