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‘lugar onde a vida não é respeitada’

BRCOM by BRCOM
junho 24, 2025
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Equipes buscam por Juliana Marins, que caiu durante trilha no Monte Rinjani — Foto: Instagram

Internautas brasileiros invadiram as redes sociais oficiais do governo da Indonésia e da Agência Nacional de Busca e Resgate do país após a confirmação da morte de Juliana Marins, de 26 anos, nesta terça-feira. A brasileira caiu em uma ribanceira ao fazer uma trilha no Monte Rinjani, na ilha de Lombok, e passou quatro dias presa em uma encosta de difícil acesso, sem água, comida ou abrigo. A maioria dos comentários críticos definem a atuação das autoridades locais como um “descaso”.

  • Quatro dias de angústia no Rinjani: A cronologia do acidente que matou a brasileira Juliana Marins na Indonésia
  • ‘Nunca me senti tão viva’: Em últimos posts, Juliana Marins relatou desafios e experiências de mochilão na Ásia

No perfil oficial da República da Indonésia, uma brasileira declarou desejar que “as pessoas deixem de ir nesse lugar onde a vida não é respeitada”. “Quatro dias para ser resgatada. Absurdo. Vocês escolheram fazer isso com ela”, criticou um usuário.

“Irresponsabilidade, descaso, incompetência e má vontade. Uma brasileira morreu e vocês não fizeram NADA! Sintam MUITA vergonha! Vocês, por meio do DESCASO, mataram uma cidadã brasileira, que morreu sozinha e com frio. Absurdo e revoltante!”, desabafou outro internauta no post mais recente da conta.

Na conta do órgão de resgate, uma brasileira descreveu a atuação como uma “negligência total” em uma publicação que confirma o falecimento de Juliana. Outra internauta afirmou que “se não tem capacidade de resgate, essa trilha deveria ser proibida”. “Jamais um brasileiro seria tratado dessa maneira no Brasil. Juliana foi deixada ao descaso, que providências sejam tomadas”, publicou outro usuário.

Por outro lado, também há brasileiros, na mesma publicação, que agradeceram o trabalho de buscas em um local “complexo”. Um indonésio expressou condolências aos familiares da turista, mas repreendeu a postura dos brasileiros que criticam o trabalho das equipes locais que “trabalharam muito para chegar à vítima em condições climáticas duras”.

Os perfis oficiais do Parque Nacional de Rinjani e da Embaixada da Indonésia em Brasília também foram alvo duras críticas feitas por internautas brasileiros.

Imediatamente após a publicação feita pela família confirmando a morte de Juliana, começaram a surgir mensagens de pesar, apoio e indignação nas redes. Uma seguidora do perfil criado por familiares para acompanhar o resgate resumiu o sentimento geral: “Que dor, meu Deus. Estava torcendo tanto por ela. Meus sentimentos à família”.

Apesar das condições climáticas adversas e do terreno íngreme e instável na região do vulcão, a demora na operação de resgate foi duramente criticada, especialmente pelo fato de imagens de drone feitas por turistas espanhóis horas após a queda de Juliana mostrarem que ela estava com movimentos, ou seja, viva. “Negligência e descaso! que Juliana tenha o descanso que merece. Deus conforte os corações de familiares e amigos!”, disse uma internauta. “Nossa, meus sentimentos! Ela poderia ter sido resgatada antes com vida, negligência do governo da Indonésia! Revoltante!!!”, escreveu outra.

No X, o presidente Lula postou às 15h19: “Recebi com muita tristeza a notícia da morte de Juliana Marins após queda durante trilha no vulcão Rinjani. Nossos serviços diplomáticos e consulares na Indonésia seguirão prestando todo o apoio à sua família neste momento de tanta dor. E quero expressar a minha solidariedade à sua família – solidariedade que, tenho certeza, também é de todo o povo brasileiro. Que Deus conforte seus corações.”

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  • Como foi o resgate de brasileira?
  • Quatro dias de buscas intensas
  • O relato do guia: “Não abandonei a Juliana”
      • ‘lugar onde a vida não é respeitada’

Como foi o resgate de brasileira?

Juliana caiu durante uma trilha guiada na madrugada da última sexta-feira (21), em um dos trechos mais perigosos da rota que leva ao cume do vulcão. Desde então, seis equipes de resgate atuavam em condições climáticas complicadas para tentar alcançá-la, com o apoio de dois helicópteros e equipamentos como uma furadeira industrial. O corpo foi localizado por uma das equipes que desceu pela encosta da região conhecida como Cemara Nunggal, entre 2.600 e 3.000 metros de altitude.

A operação foi marcada por chuvas, terreno instável e dificuldades de acesso, o que impediu o contato direto com Juliana desde o momento da queda. A causa da morte ainda será determinada pelas autoridades locais.

Juliana era natural de Niterói, no Rio de Janeiro, e atuava como publicitária. Apaixonada por viagens e esportes ao ar livre, ela havia embarcado para um mochilão pela região do Sudeste Asiático desde fevereiro deste ano. Durante a viagem, a niteroiense visitou países como Filipinas, Tailândia e Vietnã.

Equipes buscam por Juliana Marins, que caiu durante trilha no Monte Rinjani — Foto: Instagram

Nas redes sociais, a publicitária publicou fotografias recentes da viagem. “Fazer uma viagem longa sozinha significa que o sentir vai sempre ser mais intenso e imprevisível do que a gente tá acostumado. E tá tudo bem. Nunca me senti tão viva”, escreveu em publicação do dia 29 de maio.

  • Em últimos posts, Juliana Marins relatou desafios e experiências de mochilão na Ásia: ‘Nunca me senti tão viva’

Juliana, após o acidente, não fez contato com a família diretamente, por falta de sinal. As informações chegaram até o Brasil por meio de um grupo de turistas que também fazia a trilha e conseguiram acionar pessoas próximas à vítima por meio de uma rede social, mandando mensagens para inúmeras pessoas após encontrarem o perfil dela.

Quatro dias de buscas intensas

A queda de Juliana mobilizou autoridades locais, voluntários, a equipe do Parque Nacional de Rinjani, além de amigos e familiares no Brasil. O parque chegou a fechar completamente o acesso turístico às trilhas para concentrar os esforços de resgate. Helicópteros foram acionados, mas encontraram dificuldades para pousar devido à neblina densa e às limitações de espaço aéreo.

A família acompanhava tudo do Brasil e fazia atualizações diárias nas redes sociais, mantendo viva a esperança de reencontrá-la com vida. Nas últimas 48 horas, uma furadeira foi levada até a montanha como parte de uma estratégia alternativa de resgate, e as equipes terrestres conseguiram avançar cerca de 400 metros da descida, estimando que Juliana estivesse a outros 650 metros abaixo.

Resgate no vulcão — Foto: Editoria de Arte
Resgate no vulcão — Foto: Editoria de Arte

Juliana caiu na região de Cemara Nunggal, uma área de encosta rochosa e instável na trilha que liga Pelawangan Sembalun ao cume do Monte Rinjani. Considerado um dos pontos mais perigosos da trilha, o local combina declives acentuados, terreno solto e ausência de proteções, o que o torna vulnerável a acidentes mesmo com guias presentes.

A altitude do ponto onde ela caiu está entre 2.600 e 3.000 metros, com forte variação climática e neblina. O sinal de celular praticamente não existe na região, e o resgate do corpo só foi possível por meio de descida com cordas e equipamentos de escalada, dificultando a resposta rápida nas primeiras horas após o acidente.

O relato do guia: “Não abandonei a Juliana”

O guia que acompanhava Juliana Marins pela trilha negou ter abandonado a publicitária antes de ela sofrer um acidente e precisar de resgate. Em entrevista ao GLOBO, Ali Musthofa confirmou os relatos da imprensa local de que aconselhou a niteroiense a descansar enquanto seguia andando, mas afirmou que o combinado era apenas esperá-la um pouco mais à frente da caminhada.

Ele disse ter prestado depoimento à polícia ainda no domingo, quando desceu da montanha. Segundo Musthofa, que aos 20 anos atua como guia na região desde novembro de 2023 e costuma subir o Rinjani duas vezes por semana, ele ficou apenas “três minutos” à frente de Juliana e voltou para procurá-la ao estranhar a demora da brasileira para chegar ao ponto de encontro.

Juliana Marins na Indonésia — Foto: Reprodução
Juliana Marins na Indonésia — Foto: Reprodução

— Na verdade, eu não a deixei, mas esperei três minutos na frente dela. Depois de uns 15 ou 30 minutos, a Juliana não apareceu. Procurei por ela no último local de descanso, mas não a encontrei. Eu disse que a esperaria à frente. Eu disse para ela descansar. Percebi [que ela havia caído] quando vi a luz de uma lanterna em um barranco a uns 150 metros de profundidade e ouvi a voz da Juliana pedindo socorro. Eu disse que iria ajudá-la — afirmou Musthofa. — Tentei desesperadamente dizer a Juliana para esperar por ajuda.

Musthofa disse ter ligado para a empresa na qual trabalha para avisar sobre o acidente e pedir que acionassem o resgate.

— Liguei para a organização onde trabalho, pois não era possível ajudar a uma profundidade de cerca de 150 metros sem equipamentos de segurança. Eles deram informações sobre a queda de Juliana para a equipe de resgate e, após a equipe ter conhecimento das informações, correu para ajudar e preparar o equipamento necessário para o resgate — destacou o guia, segundo quem Juliana pagou 2.500.000 rúpias indonésias pelo pacote (o equivalente, na cotação atual, a cerca de R$ 830).

Ali Musthofa, à frente da selfie, levava Juliana Marins e outros turistas por trilha do Monte Rinjani — Foto: Instagram
Ali Musthofa, à frente da selfie, levava Juliana Marins e outros turistas por trilha do Monte Rinjani — Foto: Instagram

O caso de Juliana Marins reacendeu o alerta sobre os perigos escondidos nas belas trilhas do Monte Rinjani, um dos destinos mais procurados da Indonésia por turistas e montanhistas, mas também um dos mais desafiadores.

Nos últimos anos, o Monte Rinjani tem sido palco de uma série de acidentes graves, envolvendo tanto turistas estrangeiros quanto montanhistas locais. As trilhas traiçoeiras e o terreno acidentado já provocaram quedas fatais e resgates dramáticos.

Entre os casos mais recentes estão a morte de um montanhista malaio em maio de 2025; a queda de um adolescente indonésio em 2024; o acidente com um turista irlandês que milagrosamente sobreviveu a uma queda de mais de 200 metros; e o falecimento de um jovem israelense em 2022.

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