A escolha do ministro Jorge Messias para ministro do Supremo confirma o critério usado pelo presidente Lula em seu terceiro mandato. Ele anunciou primeiro o seu advogado, Cristiano Zanin, depois o seu então ministro da Justiça Flávio Dino e agora Messias, o advogado-geral da União. Ele tem evidentemente as qualificações exigidas, mas terá que enfrentar uma dura tarefa no Senado para ser aprovado. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, queria o senador Rodrigo Pacheco.
É prerrogativa do presidente escolher quem ele achar merecedor, mas apenas analisando a mudança do padrão de comportamento. No primeiro e no segundo mandato, anunciou até pessoas que nem conhecia direito, como os ministros Ayres Britto, Cezar Peluso e Joaquim Barbosa. Foi dele também a indicação da ministra Cármen Lúcia.
Lula também ficou inflexível diante da pressão de que fizesse uma escolha por mulher, principalmente uma mulher negra. Há muitas qualificadas. Ele preferiu Jorge Messias, por quem demonstrou preferência desde o começo.

