O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa neste sábado (24) de caminhada na Avenida Paulista, em São Paulo, no último dia de campanha antes do segundo turno das eleições presidenciais. A concentração começou em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp). O ato conta com a presença de aliados do petista, como o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ex-ministro Fernando Haddad (PT).
A mobilização encerra uma sequência de atos de rua que ganhou força entre apoiadores de Lula depois do primeiro turno, quando o senador Flávio Bolsonaro (PL) terminou à frente na votação. A estratégia petista combinou manifestações espontâneas organizadas por estudantes, movimentos sociais, artistas e atos programados por diretórios partidários em diferentes cidades.
O movimento começou a ganhar força na Marcha pela Democracia, no dia 11 de outubro, que ocupou boa parte da Paulista e contou com a presença de Lula, que aderiu à manifestação na véspera. O ato reuniu movimentos estudantis, sociais, torcidas organizadas e comunidades de fãs. Entre as pautas defendidas estavam a democracia e o fim da escala de trabalho 6×1.
Apoiadores do presidente Lula participam do último ato da campanha na Avenida Paulista
Maria Isabel Oliveira
Na semana seguinte, o PT passou a incentivar manifestações descentralizadas, em vez de concentrar toda a mobilização em um único ato. Em 18 de outubro, houve manifestações em diferentes capitais. Em São Paulo, artistas como Emicida, Rashid e Julia Costa participaram de uma mobilização na Zona Norte. No Rio de Janeiro, Caetano Veloso convocou um ato musical em Copacabana, que reuniu outros artistas. Gilberto Gil, BaianaSystem e Daniela Mercury também chamaram apoiadores para uma manifestação em Salvador.
Pedido do PT à PM
O presidente deve percorrer cerca de 1,2 quilômetro da Paulista em carro aberto. A dispersão deve acontecer na Praça do Ciclista, na esquina da Paulista com a Rua da Consolação. A previsão inicial era que a manifestação descesse a Consolação, mas o trajeto foi alterado para evitar problemas de trânsito e segurança.
A campanha também pediu à Polícia Militar que mantenha as câmeras corporais ligadas durante toda a manifestação e que os agentes estejam identificados. Representantes do PT relataram um impasse com o Metrô sobre a instalação de tapumes para proteger as entradas das estações contra pichações e vandalismo.
Segundo os organizadores, a equipe começou a instalar as estruturas na sexta-feira, mas recebeu, durante a madrugada, a orientação de retirá-las, sob a justificativa de que o próprio Metrô adotaria medidas de proteção. A companhia afirmou em nota que as estratégias operacionais são estritamente técnicas e que, para esta manifestação, colocaria gradis nas estações, como foi feito no ato da semana anterior.
A Polícia Militar informou que conta com efetivo “previamente dimensionado para atuar em eventos e manifestações”. de acordo com a Secretaria de Segurança Pública, o policiamento contará com equipes que utilizarão câmeras operacionais conforme os protocolos adotados pela corporação.
Lula volta à Paulista no último dia de campanha; aposta em atos de rua marcou segundo turno
