A cantora Madonna revelou à revista americana “Interview” que uma discordância com a produtora e distribuidora Universal Pictures foi o motivo pelo qual sua cinebiografia não saiu do papel. O estúdio venceu uma disputa entre várias empresas, em 2021, para produzir um filme sobre a vida da artista, que participaria como coautora do roteiro e diretora do projeto. Ao longo dos anos, roteiristas como Diablo Cody e Erin Cressida Wilson estiveram ligadas ao longa, enquanto Julia Garner, vencedora do Emmy por “Ozark” (2017-2022), conquistou o papel de protagonista em 2022 após um intenso e amplamente divulgado processo de seleção.
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“Eu deveria fazer um filme sobre a minha vida. Trabalhei no roteiro por dois anos e passei outros dois anos nos estúdios da Universal com os produtores de linha elaborando orçamento e escalando elenco”, contou Madonna à publicação. “Mas houve um desentendimento entre mim e a Universal em relação ao orçamento, porque eu precisava… Tive uma vida extraordinária. Tive uma vida enorme, então precisava de um grande orçamento. Entende o que quero dizer?”
Segundo a artista, a Universal “não conseguia compreender” o valor necessário para contar sua trajetória no cinema. Por isso, ela tentou reduzir os custos buscando “uma forma de fazer o filme por menos dinheiro na Sérvia”.
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“Talvez eles simplesmente não acreditassem em mim”, afirmou. “Uma das primeiras reações deles foi: ‘Não acreditamos que você ficaria mais de quatro dias na Sérvia’. E eu respondi: ‘Vocês leram o roteiro?’. Minha vida inteira foi uma questão de sobrevivência. Eu não estava indo para lá de férias. Mas, enfim, fiquei numa espécie de limbo quando tudo desmoronou, e então a Netflix entrou em contato para fazer uma série. Foi outro processo longo, porque eu não podia usar o roteiro que tinha desenvolvido para a Universal, a menos que o comprasse deles por um preço abusivo, mesmo tendo sido eu quem o escreveu. Nem me pergunte.”
A cantora disse que tentou entender como funcionaria a produção de uma série de TV, mas esbarrou em novas dificuldades. “É assim que as coisas acontecem”, continuou. “Comecei a tentar entender como seria fazer uma série. É um processo muito, muito diferente. Você precisa se reunir com muitos roteiristas e encontrar o showrunner certo, e eu não consegui encontrar um. Isso se arrastou por mais oito ou nove meses. Eu pensava: ‘Ainda bem que tenho outro trabalho, porque preciso trabalhar, preciso criar. Preciso fazer aquilo para o que fui colocada neste mundo’.”
A cantora Madonna, em abril de 2026
Reprodução/Instagram
Fontes ouvidas pela revista americana “Variety” afirmaram que o filme acompanharia a trajetória da cantora desde sua infância humilde em Michigan, nos Estados Unidos, até sua formação artística em Nova York durante os anos 1980. A narrativa chegaria até o lançamento de “Ray of light”, em 1998.
Atualmente, a Netflix desenvolve uma série autobiográfica sobre Madonna por meio do acordo exclusivo de televisão do produtor Shawn Levy com a plataforma. No entanto, Julia Garner não está envolvida nessa nova versão.
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