A cantora Maiara voltou aos holofotes nos últimos dias não apenas pela música, mas por revelar, com bom humor e franqueza, os procedimentos estéticos pelos quais tem passado nos últimos tempos. Aos poucos, ela tem compartilhado a jornada de transformação corporal, resultado de uma série de intervenções, entre elas, a cirurgia bariátrica, a troca de prótese mamária, cirurgia íntima e a retirada de excesso de pele.
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Em uma conversa com Leo Dias, a artista comentou sobre o processo e não escondeu o quanto a agenda corrida torna tudo ainda mais desafiador. “O que eu não fiz [no bumbum], né?”, brincou, ao se referir ao procedimento nos glúteos, que, segundo ela, foi feito com bioestimulador, e não silicone. A irmã e parceira de palco, Maraisa, completou em tom divertido: “A Maiara é muito louca, ela faz cirurgia e vai para show. Ela é loucura!”.
Apesar do tom leve, Maiara tem levado a mudança a sério. “Tirou pele, botou o peito, trocou o silicone”, enumerou Maraisa. Em seguida, Maiara acrescentou: “Fiz cirurgia íntima. Deixa eu ver o que mais… Aí eu entro num processo assim. Estou num processo não só de academia, que todo mundo está vendo. Tenho acompanhamento com alguns médicos.”
Além dos procedimentos corporais, a cantora também realiza cuidados com o rosto, incluindo botox e uso de estimuladores de colágeno. A nova fase tem sido acompanhada por treinos regulares e um acompanhamento multidisciplinar, com foco na manutenção dos resultados e na saúde.
Embora muitos enxerguem apenas os efeitos visíveis da mudança, o caminho após uma cirurgia bariátrica envolve uma série de adaptações físicas, emocionais e nutricionais. A médica especialista em cirurgia bariátrica e metabólica, Stephanie Giulianne Silva Morelli explica que a perda de peso expressiva é apenas o começo.
— A perda rápida e expressiva de peso é apenas o primeiro capítulo de uma jornada longa. O verdadeiro desafio começa depois: manter o peso conquistado — afirma. Segundo ela, o corpo passa por uma série de ajustes metabólicos. O apetite tende a retornar com o tempo e o organismo, naturalmente, tenta recuperar o peso eliminado.
— Por isso, a manutenção do peso exige acompanhamento contínuo com equipe médica, nutricionista, psicólogo e educador físico. A cirurgia é uma ferramenta, mas o resultado duradouro depende do comprometimento com o novo estilo de vida — destaca.
Impactos emocionais e relação com o corpo
A especialista também chama atenção para as mudanças psicológicas que acompanham o processo. Para muitos pacientes, o emagrecimento rápido muda não apenas a aparência, mas a forma como a pessoa se enxerga, e é vista pelos outros.
— É comum que surjam sentimentos de vulnerabilidade, medo de fracassar e até dificuldades em lidar com elogios ou novas expectativas sociais. Muitas vezes o cérebro não reconhece o que ele vê no espelho — esclarece a médica.
Ela alerta ainda para a mudança na relação com a comida, que antes podia ser usada como válvula de escape emocional. — A comida perde esse papel, e o paciente precisa desenvolver novas formas de lidar com as emoções. Daí a importância do acompanhamento psicológico antes e depois da cirurgia — acrescenta.
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Cuidados nutricionais e riscos de reganho de peso
A cirurgia também altera a forma como o corpo absorve nutrientes, o que exige atenção redobrada à alimentação. — O paciente pode desenvolver deficiências importantes de ferro, vitamina B12, cálcio, vitamina D, zinco e proteínas — detalha a especialista. Por isso, o uso de suplementos é obrigatório e vitalício.
A alimentação após a cirurgia precisa ser fracionada, rica em proteínas e acompanhada de hidratação adequada. — A adesão a essas recomendações é o que garante energia, vitalidade e evita complicações como anemia, queda de cabelo e osteopenia — reforça.
Mesmo com todas as precauções, o reganho de peso ainda é uma possibilidade, especialmente após três anos da cirurgia. — Isso não significa fracasso. É um sinal de alerta para reavaliar comportamentos, suplementação e estratégias nutricionais — pontua.
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Transformar-se é também reconstruir-se
No caso de Maiara, sua decisão de passar por tantos procedimentos parece ter vindo acompanhada de uma nova postura diante do espelho, da saúde e da vida pública. Entre cirurgias, treinos e acompanhamento médico, a artista tem mostrado que a transformação é contínua e envolve corpo, mente e identidade.
— A bariátrica não é o fim da jornada, e sim o início de uma nova relação com o corpo, com a comida e com a própria vida. O sucesso duradouro depende menos da balança e mais da capacidade de reconstruir hábitos, emoções e escolhas, todos os dias — conclui.

