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outubro 3, 2026
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Mais de 1.500 rebeldes houthis foram mortos ou feridos nas últimas 24 horas, diz governo do Iêmen

Por · outubro 3, 2026
Houthis lançam novos ataques contra a Arábia Saudita e têm entre os alvos a capital


As forças do governo internacionalmente reconhecido do Iêmen mataram ou feriram 1.540 rebeldes houthis — grupo apoiado pelo Irã — nas últimas 24 horas, anunciou no fim da noite de sexta (2) o Exército do país à agência estatal turca Anadolu.
As expressivas baixas entre houthis foram resultado de quase 500 operações militares com aviões de combate, drones, artilharia, mísseis e lançamento de foguetes contra posições das forças dos rebeldes em várias partes do Iêmen, de acordo com o porta-voz do Exército do Iêmen, Coronel Majed Abudllah al-Nazili.
A maioria dos mortos e feridos estavam na província de Taiz, onde operações suspenderam o avanço dos houthis, segundo o porta-voz. A cidade de Taiz, controlada pelo governo, se tornou um campo de batalha nas últimas semanas — como é possível ver no registro acima feito pela agência francesa AFP.
Não foram divulgados os números de mortos e feridos dentre as forças do governo, contudo.
Objetivo da megaoperação
Na manhã deste sábado (3), o governo do Iêmen anunciou que fechou a passagem al-Houban, em Taiz, através de um oficial de mídia do Exército, Ammar al-Sami’i. A informação foi obtida pela rede catari Al Jazeera.
Anteriormente fechada por nove anos, a al-Houban foi reaberta por civis em 2024 por razões humanitárias, de acordo com Sami’i. Esta passagem é uma das mais importantes ligações entre territórios sob o controle do governo (Taiz) e aqueles comandados pelos houthis (al-Houban).
O fechamento do corredor humanitário se deu por “questões de segurança”, justifica o governo, após uma tentativa dos houthis de infiltrar Taiz através da via — realizando ataques nas redondezas e um fortalecimento de sua presença armada.
A trégua delicada entre o governo do Iêmen e os rebeldes houthis, que já durava desde 2022, chegou ao fim em julho de 2026. No entanto, desde a metade de setembro os houthis já não se limitaram à tomada de partes do oeste do Iêmen, como a cidade portuária de Mocha.
Eles passaram também a controlar ilhas-chave no Estreito de Bab al-Mandeb, o principal corredor marítimo alternativo para o escoamento de petróleo desde o fechamento do Estreito de Ormuz, na costa do Irã, devido à guerra contra EUA e Israel.
Além disso, os houthis têm realizado ataques à vizinha Arábia Saudita, apoiadora do governo iemenita e parceira comercial dos EUA. Centenas de pessoas já foram deslocadas e se viram obrigadas a fugir do conflito desde o início da escalada.
Apesar de as forças anti-houthis terem majoritariamente estabilizado seus frontes, de acordo com a imprensa internacional, o Iêmen segue sofrendo os efeitos da guerra civil que já se arrasta desde 2014, quando os houthis tomaram a capital Sanaa e forçaram a retirada do governo para Aden.

Mais de 1.500 rebeldes houthis foram mortos ou feridos nas últimas 24 horas, diz governo do Iêmen