Marcos Caruso refletiu sobre sua trajetória durante passagem pelo Festival de Cinema de Gramado, onde foi homenageado com o Troféu Cidade de Gramado, e falou sobre um de seus próximos projetos: “Avenida Brasil 2”.
— Eu vou fazer o Leleco outra vez. Estou revendo “Avenida Brasil” no “Vale a pena ver de novo”, mas não quero repetir a fórmula. Você não pode se engessar e sentir que já sabe tudo. Não gosto de sentir que a missão está comprida — afirmou o ator em coletiva de imprensa.
‘Fiz de tudo’
Completando 54 anos de carreira, o ator falou que ainda sofre dificuldade em receber homenagens.
Marcos Caruso
Edison Vara / Pressphoto / Divulgação
— Recusei três vezes a homenagem. Eu sei o que eu sou. Mas tem gente que fez muito mais filmes e novelas do que eu — disse o ator de 74 anos. — Eu tenho porquê, fiz 26 filmes. Escrevi filmes. Fiz novelas e sou do teatro, mas sinto que não mereço. Mas vendo tudo o que fiz em 54 anos de profissão, vejo que essa carreira nos abre um leque muito grande. Eu fiz de tudo. Fui ator, diretor, roteirista e fui indo. Meu plana A, como ator, não deu certo no começo. Então fui escrevendo. Não fiquei uma coisa só. Chegar e olhar para trás é ver que fiz tudo isso com sucesso.
Caruso lembrou as dificuldades no início da carreira, quando ao não receber papéis como ator decidiu escrever suas próprias peças.
— Fiquei cinco meses desempregado, com dificuldade de fazer compras, com dois filhos. Não estava conseguindo projetos como ator, fui comprar uma máquina de escrever e em três dias eu escrevi “Trair e coçar é só começar”. A peça ficou na gaveta por seis anos, ninguém queria montar porque achavam uma comédia boba e na ditadura os artistas buscavam textos mais políticos. Mas passados uns anos, depois que lancei minha primeira peça, consegui montar e foi um sucesso que nunca imaginei. Foram 25 anos em cartaz e só parou por causa da pandemia.
O repórter viajou a convite da organização do Festival de Cinema de Gramado

