Maria Bethânia e Paulo Vieira serão os convidados do “Conversa com Bial” na terça-feira (18). No programa, gravado no Teatro de Câmara da Cidade das Artes Bibi Ferreira, na Zona Sudoeste do Rio, eles vão falar sobre televisão, teatro, música e religiosidade.
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Bial ressaltará a ligação de Bethânia e Vieira com as tradições de suas terras: no caso dela, o Recôncavo Baiano; no dele, Palmas, no Tocantins. O humorista relembrará um encontro com Bibi Ferreira quando ainda era adolescente.
— Eu encontrei a Bibi Ferreira no aeroporto de Palmas. Na época, eu estava montando “Gota d’água”, e ela ficou conversando comigo sobre a peça, recitou textos, cantou músicas ali mesmo. Foi um dos maiores atos de generosidade que eu já vi. E ela me disse uma coisa que ficou comigo: que eu tinha que continuar na minha cidade, fazendo o meu trabalho, porque um dia a televisão ia olhar para o interior do Brasil. De alguma forma, eu acreditei muito nisso. Eu sou fruto da televisão e daquilo que chegava para mim. Sou fruto do que era produzido para o povo — afirma Vieira, citando obras que fizeram parte de sua formação, como “Hoje é dia de Maria”, “Som & fúria”, “A pedra do reino”, “O Auto da Compadecida” e “Tapas & beijos”.
Bethânia comentará a impressão causada por Vieira desde a primeira vez que o viu na televisão:
— Eu fiquei encantada com a naturalidade dele, com a personalidade, com a verdade. Ele chegou com uma coisa muito própria, muito dele.
O comediante também abordará a relação com Bethânia e os artistas ligados a ela. Ele revelará ainda que está gravando um disco:
— Muitas vezes, sentimentos, coisas que eu não sabia que podia dizer ou sentir ou que eu não sabia elaborar e que não estavam na boca da minha família ela me ensinou a dizer, me ensinou a sentir. Bethânia nunca deixou de pisar em Santo Amaro. Mesmo pisando aqui agora, ela está em Santo Amaro. Ela nunca deixou de cantar em Santo Amaro. Ela pode estar no palco mais importante do mundo que ela está em Santo Amaro.
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Criada em colégio de freiras, Bethânia detalhará sua relação com a fé:
— Sou muito ligada a Nossa Senhora. E, quando conheci o candomblé, fiquei encantada com a beleza, com os ritos, as roupas, a comida, os cânticos, os tambores, o canto, a dança. Aquilo ampliou a minha relação com o sagrado.
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