Pesquisa Datafolha ao Senado de São Paulo, divulgada nesta quinta-feira (1º), aponta Marina Silva com 16% das intenções de voto, Simone Tebet (PSB) com 15%, André do Prado (PL) com 15% e Guilherme Derrite (PP) com 14%. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
A lista prossegue com Geraldo Rufino (Podemos), 2%, Soninha Francine (Cidadania), 2%, Guto Schiavetto (Missão), 2%, Maíra de Souza (UP), 2%, Ricardo Salles (Novo), 2%, Márcio Alves (UP), 2%, Dra. Eliana Ferreira (PSTU), 1% e William Teixeira (Agir), 1%. Brancos, nulos e abstenções somam 12%.
Essa é a primeira pesquisa Datafolha realizada após a desistência de Ricardo Salles (Novo-SP). Na segunda, ele declarou apoio à chapa Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), que fazem parte do grupo político do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Na ocasião, afirmou que a decisão foi “pessoal”.
Na rodada anterior, divulgada em 24 de setembro, Marina Silva estava com 15% das intenções de voto, Simone Tebet (PSB) com 14%, Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) estavam empatados com 12%. Salles (Novo-SP) pontuava 4%. Os demais pontuavam abaixo de 3%. Brancos, nulos e abstenções somavam 14%, enquanto 15% dos votos continuam em aberto.
Marina Silva e Simone Tebet representam a coligação “Desperta São Paulo”, composta por PT, PV, PCdoB, PSOL, Rede, PSB e PDT, e liderada por Fernando Haddad (PT), candidato ao governo. Elas foram ministras do governo do presidente Lula. Silva chefiou o Meio Ambiente, e Tebet, a pasta de Planejamento.
Guilherme Derrite e André do Prado concorrem pela coligação “Coragem para Seguir Avançando”, liderada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e composta por Republicanos, PL, MDB, PSD, União Brasil, Progressistas, PRD, Solidariedade, Avante e Democrata. Derrite foi secretário estadual de Segurança Pública, e Prado é presidente da Assembleia Legislativa do Estado.
Os demais concorrem de forma isolada com os seus respectivos partidos e federações. Rufino e Francine têm direito à propaganda eleitoral gratuita em rádio e TV, mas não os outros. O maior bloco de tempo fica com a coligação de Tarcísio, seguido da chapa de Haddad.
Neste ano, os eleitores votam duas vezes para o Senado, para renovar as vagas ocupadas por Mara Gabrilli e Alexandre Giordano. O voto tem o mesmo peso, com a Justiça Eleitoral somando todos os apoios na urna e calculando o percentual de cada candidato. Não é possível escolher a mesma pessoa duas vezes, pois, neste caso, o segundo voto é anulado. Os dois mais bem votados são eleitos para mandato de oito anos e se juntam a Marcos Pontes (PL), o terceiro representante paulista na Casa.
O modelo de cálculo do Datafolha é o mesmo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o que estabelece um teto de 50% dos votos para cada candidato, ao invés de 100%, como costuma ocorrer com os demais cargos. Da mesma forma, o percentual de indecisos não significa necessariamente que essa quantidade de pessoas ainda não definiu o voto, pois o entrevistado, mesmo na pesquisa estimulada, pode escolher somente um nome e se recusar a responder o outro.
O instituto ouviu 1.610 eleitores de São Paulo, com mais de 16 anos, entre os dias 28 e 30 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%, o que significa a quantidade de vezes que se espera que a amostra de maneira fiel a população estimada. A pesquisa foi contratada por TV Globo e jornal Folha de S. Paulo.
