Mario Frias participou ativamente do governo de Jair Bolsonaro até assumir a tarefa de escrever o roteiro de “Dark horse”, a cinebiografia do ex-presidente que está no centro de uma polêmica que envolve o banqueiro Daniel Vorcaro. Ator e diretor com experiência na televisão, Frias, que hoje é deputado federal por São Paulo pelo Partido Liberal, é amigo de longa data do clã Bolsonaro.
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Mário Frias enquanto secretário especial da Cultura do governo Bolsonaro, em 2021
Cristiano Mariz / Agência O Globo
Carreira política
À época morador da Barra da Tijuca, bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro onde também morava parte da família Bolsonaro, Mario Frias tinha proximidade com os filhos do ex-presidente. Antes que Jair Bolsonaro fosse eleito, em 2018, Frias já vinha se manifestando publicamente como seu apoiador.
Em maio de 2020, durante a crise na secretaria de Cultura que culminou na saída de Regina Duarte, Bolsonaro disse que havia conversado com o ator e que havia “gostou muito dele”. Mario Frias, então, assumiu o cargo deixado pela atriz e iniciou sua trajetória política.
Em 2022, filiou-se ao Partido Liberal para disputar as eleições. Foi eleito deputado federal por São Paulo, cargo que assumiu em fevereiro de 2023.
Trajetória artística
Muito antes de se inserir na política, Mario Frias fez carreira como ator. Sua estreia na TV foi em 1996, no seriado “Caça-talentos”, da TV Globo, que tinha Angélica como protagonista. Mas foi em duas temporadas de “Malhação”, a partir de 1999, que ele ganhou projeção nacional interpretando Rodrigo, um dos mocinhos daquela geração.
Então líder do ranking de correspondências que chegavam à Globo, o ator desbancou nomes como Thiago Lacerda, Reynaldo Gianecchini e Fabio Assunção, recebendo 800 cartas por semana, em média, de adolescentes a senhoras encantadas com sua beleza.
Mario Frias em ensaio para o site Paparazzo, em 2002
Naná Moraes / Divulgação
Depois do sucesso em “Malhação”, Frias trabalhou em outras diversas produções da TV Globo, como “As filhas da mãe” (2001) e “O quinto dos infernos” (2002). Em “Senhora do destino” (2004), interpretou outro de seus personagens mais lembrados pelo público, o deputado corrupto Thomas Jefferson.
Também trabalhou em outras emissoras. Na Bandeirantes, atuou em “Floribella” (2006), e na Record, fez “Bela e a feia” (2009) e “A terra prometida” (2016). Voltou a fazer “Malhação”, da Globo, em 2014, interpretando Renê, e retornou ao canal para uma participação em “Verão 90”, novela das 19h de Izabel de Oliveira e Paula Amaral com direção de Jorge Fernando, em 2019.
Foi na RedeTV, em 2010, que Mario Frias realizou um sonho antigo — se tornou apresentador no game show “O último passageiro”. Também apresentou um programa sobre o universo country, “Super Bull Brasil” (2012), na mesma emissora. Em 2017 e 2018, apresentou “Tô de férias”, da CVC, no SBT.
Mario Frias em foto de 1998
Ricardo Gomes / Divulgação
Com o programa “A melhor viagem”, da RedeTV, além de trabalhar como apresentador, ele acumulou as funções de diretor e produtor executivo, ofícios que vinha desempenhando desde que montou sua própria produtora de conteúdo.
— Prefiro estar mais com o controle da minha carreira nesse sentido, mesmo que eu tenha que ser um eterno empreendedor, e isso foi acontecendo naturalmente. Comecei a fazer produção executiva como ator, produzindo as peças que eu fiz… Eu não gostava das entressafras. Não gostava de ter que ficar ligando para diretor, pedindo papel. Isso nunca foi uma coisa confortável para mim. Sempre preferi meter a cara e tentar novos desafios— afirmou ele, à época da estreia do programa, em julho 2019.
No cinema, no entanto, Mario Frias tem pouquíssima experiência. Em sites especializados consta apenas um trabalho dele como ator em um curta-metragem de 2004. Como produtor, ele estreou no documentário “A colisão dos destinos” (2026), também sobre a trajetória de Bolsonaro.
Ex de Nívea Stelmann
Mario Frias tem um filho de 21 anos com a atriz Nívea Stelmann, com quem foi casado de 2003 a 2005, e uma filha de 14 anos com a publicitária Juliana Camatti, com quem é casado desde 2008.
Mário Frias e Nívea Stelmann em foto de 2006
Glaycon Muniz / Divulgação
Frias também tentou carreira na música. Em 2003, se lançou nos palcos com a banda Zero, que não decolou. Também formou a banda Mário Frias e os Mangas, dedicada ao pop- rock. O grupo fez apresentações em casas noturnas do Rio, com um repertório que incluía covers de artistas como Ben Harper e Rihanna. Anos depois, continuou fazendo aulas de guitarra.
Mario Frias com seu violão em 2000
Divulgação

