Masturbar-se de maneira mais lenta e prestar atenção às próprias sensações pode trazer benefícios para a vida sexual. É essa a proposta da chamada masturbação consciente, prática que aplica princípios de atenção plena ao sexo solitário e busca deixar de lado o automatismo e a preocupação em chegar rapidamente ao orgasmo.
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A ideia é usar o momento para conhecer melhor o próprio corpo e identificar o que proporciona prazer. A abordagem também pode ser útil para pessoas que mantêm hábitos sexuais muito repetitivos e pouco exploratórios.
Na prática, a recomendação é reservar alguns minutos em um ambiente sem distrações e começar com respiração profunda para relaxar. O contato com o próprio corpo pode ser iniciado sem se concentrar imediatamente na região genital, permitindo perceber diferentes sensações.
O que isso pode mudar?
A masturbação está associada à liberação de substâncias como ocitocina e endorfinas. A prática de atenção plena, por sua vez, vem sendo relacionada em pesquisas à redução da ansiedade de desempenho e ao aumento da percepção corporal.
A proposta, portanto, não é criar uma nova obrigação ou transformar a masturbação em uma técnica rígida. O objetivo é diminuir o comportamento automático e prestar mais atenção ao que o corpo sinaliza.

