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outubro 9, 2026
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Menina de 12 anos alérgica a nozes morre após tomar milkshake contaminado em cafeteria de Londres

Por · outubro 9, 2026
Menina de 12 anos alérgica a nozes morre após tomar milkshake contaminado em cafeteria de Londres


Uma menina de 12 anos morreu após sofrer uma reação alérgica grave ao tomar dois goles de um milkshake de Twix preparado em um liquidificador com resíduos de avelã, em uma cafeteria de Londres, no Reino Unido. A conclusão foi divulgada após um inquérito sobre a morte de Mia Shay St Hilaire, ocorrida em 30 de agosto de 2023, depois de ela consumir a bebida no Pop Inn Cafe, no bairro de Southwark.
Mia, que era extremamente alérgica a nozes, estava visitando a tia e a irmã quando percebeu o problema e alertou a familiar: “Isso tem nozes”. O milkshake havia sido preparado no mesmo liquidificador usado cerca de 25 minutos antes para uma bebida de Kinder Bueno, sem a limpeza adequada do equipamento. A menina recebeu anti-histamínicos em uma farmácia, mas desmaiou ao chegar à casa da tia. Levado ao Hospital Infantil Evelina, em Londres, ela recebeu tratamento intensivo, mas morreu em decorrência de anafilaxia, uma reação alérgica grave e potencialmente fatal.
Inquérito aponta falhas no controle de alérgenos
Segundo Briony Ballard, assistente do legista responsável pelo caso, as imagens de segurança mostraram que o dono do estabelecimento, Baris Yucel, de 48 anos, não havia lavado o liquidificador antes de preparar a bebida. O inquérito também identificou uma dose de adrenalina inferior à recomendada no autoinjetor utilizado durante a emergência. Ballard, porém, afirmou que a dose correta não teria evitado a morte da menina.
Cinco dias após o episódio, uma inspeção encontrou indícios de contaminação cruzada e informações inadequadas sobre alérgenos. Em janeiro de 2025, Yucel se declarou culpado de seis infrações relacionadas à segurança alimentar, incluindo falhas na comunicação sobre ingredientes alergênicos e no controle da contaminação. Ele foi multado em £ 18 mil e condenado a prestar 100 horas de serviços comunitários.
Os pais de Mia, Adrian e Chanel, pediram mudanças nas regras de segurança alimentar e afirmaram que a tragédia evidencia os riscos da fiscalização insuficiente. “Nenhuma família deveria jamais perder um filho nessas circunstâncias”, disseram em comunicado.
Tanya Ednan-Laperouse, fundadora da Fundação Natasha, criada após a morte de sua filha, também defendeu regras mais rigorosas. “Alergias alimentares não são uma questão de preferência ou escolha, são uma condição médica séria e imprevisível que, para alguns, como Mia, pode ser fatal”, afirmou.

Menina de 12 anos alérgica a nozes morre após tomar milkshake contaminado em cafeteria de Londres